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ABS

O sistema ABS é um sistema de travagem antibloqueio (ou Anti Blocking System, em inglês). Este sistema evita o bloqueio dos travões aquando de uma travagem, o que permite ao condutor manter o controlo do carro e desviar-se de obstáculos mais facilmente durante uma travagem havendo sempre resposta da direção. É compatível com sistemas de travagem de disco e também de tambor. O sistema ABS é uma medida de segurança ativa e desde 2003 que é obrigatório como equipamento de série nos veículos novos produzidos no mercado europeu.

Travões ABS

AdBlue

O AdBlue é um líquido injetado na linha de escape dos veículos a diesel. É utilizado para reduzir as emissões de NOx (óxidos de nitrogénio) produzidas pelos motores de combustão, cumprindo com a norma Euro 6. O líquido AdBlue é incolor, inodoro e anti-inflamável, composto à base de ureia (32.5%) e água desmineralizada (67.5%). Nos carros equipados com este sistema, o motor é imobilizado eletronicamente se o depósito de AdBlue estiver vazio. Se precisa de repôr o AdBlue, contacte uma oficina Midas.

medidor de adblue

Alavanca de Velocidades

A alavanca de velocidades (alavanca de câmbio) é a peça que permite escolher as mudanças nos carros com transmissão manual. Para conseguir utilizar e mudar as velocidades com a alavanca, o condutor precisa, imediatamente antes, de pisar no pedal da embraiagem com o pé esquerdo. Nos veículos com transmissão automática, a alavanca de câmbio não serve para mudar velocidades e não precisa de pisar no pedal da embraiagem porque não existe – serve apenas para definir as posições básicas:

  • P - Park (quando parar o veículo);
  • R - Reverse (marcha atrás);
  • N - Neutral (posição neutra / ponto morto);
  • D - Drive (conduzir).

Alternador

O alternador faz parte do sistema elétrico da viatura. Transforma a energia mecânica do motor em energia elétrica – tal como se fosse um pequeno gerador – o que mantém a bateria na sua máxima capacidade. Sem o alternador, o carro iria funcionar apenas enquanto tivesse bateria. A corrente elétrica “fabricada” pelo alternador alimenta a ignição, o rádio e o limpa pára-brisas, por exemplo. 

Deve ficar atento a quaisquer sinais em forma de bateria no painel de controlo. Esse sinal pode indicar que a bateria está a chegar ao fim da sua vida útil ou que há um problema no alternador. Fique atento a quaisquer pequenas falhas no sistema elétrico do veículo (os vidros ficam mais lentos ou deixam de funcionar, as luzes perdem capacidade de iluminação, entre outros), pois também podem denunciar falhas no alternador. Se detetar algumas falhas deste género, dirija-se a uma oficina Midas onde a capacidade do alternador será testada, assim como a condição da bateria.

Amortecedores

Os amortecedores fazem parte da suspensão do automóvel. Servem para manter os pneus em contacto com o solo, sem andar aos “solavancos” ou a “gingar” de um lado para o outro. A parte superior do amortecedor está fixada ao chassis do automóvel e suporta o peso suspenso do veículo. Por sua vez, esta haste liga-se a um pistão com óleo hidráulico, o que amortece a vibração da suspensão. A parte inferior está presa ao eixo, o que permite manter a estabilidade na estrada. 

Ao contrário do que o nome pode sugerir, os amortecedores não absorvem impactos. As molas é que absorvem o impacto através de um sistema de compressão. Quando as rodas passam por um obstáculo, as molas balançam e repetem a oscilação. Mas, se os amortecedores estiverem em mau estado, as rodas perdem o contacto com o terreno e embatem na estrada. Por segurança, convém fazer uma revisão aos amortecedores a cada 20.000 kms e substituí-los a cada 80.000 kms. Além disso, os amortecedores aumentam a estabilidade do veículo e a aderência ao piso, o que proporciona mais conforto aos passageiros. 

Como os amortecedores se desgastam lentamente, é natural que se vá habituando a conduzir o automóvel com amortecedores gastos. Mas deve ficar atento ao aumento da distância de travagem, oscilações nos faróis dianteiros, desgaste ou corrosão precoce dos pneus e à sensação que o veículo começa a “fugir”.

Anéis do Pistão

O jogo de anéis do pistão é um elemento de vedação do motor que suporta pressões e temperaturas muito altas. Ajudam a reter gases para que não cheguem ao cárter e controlam o fluxo de óleo nas paredes do cilindro.

Antena

Tradicionalmente, as antenas auto captam ondas de rádio das frequências AM e FM e convertem-nas em sinais elétricos, que são depois amplificados e descodificados pelo aparelho de receção, o player ou rádio. Hoje em dia, para além da função de rádio, as antenas emitem sinais de radiofrequência que também permitem o uso do sistema GPS, possibilitando a utilização de sistemas de segurança de rastreio e alarmes de bloqueio.

Há 4 tipos principais de antenas: 

  • a antena de teto (dianteira ou traseira) é indicada para uma melhor receção de sinal AM e FM;
  • a antena interna é instalada por cima do espelho retrovisor e é indicada para uso urbano das frequências AM/FM;
  • a antena interna colocada nos vidros laterais traseiros;
  • a antena shark (a fazer lembrar uma “barbatana de tubarão”) está pensada para um melhor uso do GPS e das telecomunicações.

Árvore de Cames

Elemento responsável por dirigir a correia ou a corrente de distribuição e a rotação da cambota. A árvore de cames sincroniza a abertura e o fecho das válvulas de admissão e escape com os diferentes tempos de admissão, compressão, explosão e escape dos cilindros do motor, provocados pelas subidas e descidas dos pistões.

ASR

O sistema ASR (Anti Slip-Regulation, também conhecido por TCS – Traction Control System) é o sistema de segurança responsável por evitar a derrapagem das rodas do carro e, como tal, a perda de tração. Este sistema permite que o veículo arranque ou acelere em pisos escorregadios ou molhados sem que as rodas patinem. É considerado um sistema de segurança ativa.

Bateria Auto

Este elemento é responsável pela alimentação de todos os componentes eléctricos do veículo, além de ser responsável por fornecer energia ao motor de arranque para ativar o motor de combustão.

Nos veículos com sistema Start & Stop, são necessárias baterias de características técnicas especiais de AGM (Absorbent Glass Mat), EFB (enhanced flooded battery) ou VRLA (valve-regulated lead-acid battery), capazes de fornecer energia a todos os componentes elétricos do veículo durante paragens prolongadas do motor de combustão.

bateria do carro

Biela

Peça que faz a ligação do pistão com a cambota, encarregando-se de sincronizar o movimento de ambos durante o funcionamento do motor, convertendo o movimento retilíneo do pistão em movimento circular da cambota.

Bloco do Motor

Parte principal do motor em que estão localizados os cilindros, pistões, bielas e cambota. Dentro dos cilindros é onde se efetuam os quatro tempos do motor térmico, designadamente:

  • admissão (abertura da válvula de admissão para a entrada de ar e injeção de combustível)
  • compressão (fecho das válvulas de admissão e de escape para poder comprimir a mistura ar-combustível para os pontos óptimos de pressão e temperatura para combustão)
  • combustão/expansão (nos motores a gasolina, é o saltar da faísca para detonação e combustão da mistura de ar-gasolina; nos motores a diesel, é o momento de auto-combustão da mistura de diesel e ar por aumento da pressão e temperatura)
  • escape (abertura da válvula de escape para extração dos gases da combustão para a linha de escape)

bloco do motor

Bomba de Travão

Elemento responsável por bombear e manter o líquido hidráulico sob pressão nas pinças de travão, dependendo da força exercida pelo condutor no pedal de travão.

Braço de Escovas Limpa Pára-Brisas

Elementos aos quais as escovas do limpa pára-brisa são acopladas, tendo como função retirar a água acumulada no pára-brisas do veículo. Pode ser ativado automaticamente ou manualmente.

braço das escovas limpa pára-brisas

Cabeça do Motor

Peça da zona superior do motor em que estão montadas as válvulas e o veio de excêntricos. O aperto da cabeça do motor ao bloco do motor e o perfeito estado da junta de cabeça são cruciais para manter o bom funcionamento do motor e a sua correta taxa de compressão.

cabeça do motor automóvel

Cárter

Reservatório inferior do motor onde o óleo está armazenado para a lubrificação de todas as partes móveis do motor. É fundamental que a sua capacidade esteja adequada (entre o mínimo e o máximo), de forma a que haja óleo suficiente para garantir o bom funcionamento do motor e prevenir danos provocados pelo excesso de atrito.

Catalisador

Peça pertencente ao sistema de escape, responsável pela transformação dos gases poluentes, como monóxido de carbono (CO), hidrocarboneto (HC) e óxido de hidrogénio (NOx), em gases inofensivos, como oxigénio (O2), água (H2O), azoto (N) e dióxido de carbono (CO2). O seu interior é composto por um bloco de cerâmica em forma de favo de colmeia, contendo metais preciosos tais como ródio, paládio e platina. Estes metais, nas altas temperaturas atingidas pelo catalisador, são responsáveis pela transformação dos gases acima mencionados.

Caudalímetro, Medidor de Caudal ou Medidor de Massa de Ar

Elemento responsável por medir a quantidade de ar que entra no motor para informar a unidade de controlo do veículo e assim calcular a quantidade de combustível a ser utilizada para o bom funcionamento do motor. A optimização desta quantidade de ar vai originar a redução do consumo de combustível.

Climatizador ou Ar Condicionado

O sistema de ar condicionado é responsável por manter a temperatura interna do veículo de acordo com as necessidades dos ocupantes, atuando no sistema de refrigeração ou de aquecimento de ar.

climatizador ou ar condicionado

Condensador

Elemento pertencente ao sistema de ar condicionado. É um radiador localizado na frente do veículo, a seguir ao radiador do líquido de refrigeração do motor. O agente refrigerante, proveniente do compressor a alta pressão e alta temperatura (aproximadamente 15 bar e 60ºC), mudará de estado gasoso para líquido. Através das paredes do condensador, circula o ar exterior que é forçado a fluir pela circulação do veículo e pelos ventiladores elétricos de refrigeração. O agente refrigerante ao passar pelo condensador mantém a pressão e reduz a temperatura para um funcionamento correto e eficaz.

Diferencial

Mecanismo responsável por transmitir a rotação do veio da caixa de velocidades para as transmissões das rodas. Através de um sistema composto por engrenagens planetárias e de satélite, o diferencial permite que a roda do interior gire a uma rotação inferior à roda exterior quando o veículo curvar. No caso do diferencial com sistema de auto-bloqueio, este permite, sempre que necessário, anular a diferença de rotação dos veios de transmissão.

Direção

Sistema responsável por direcionar as rodas de acordo com a rotação do volante. O sistema de direção assistida, hoje em dia muito comum em quase todas as marcas de automóveis, serve para que o condutor tenha de fazer menos esforço para rodar o volante. A assistência da direção é feita por um sistema elétrico ou hidráulico.

Disco de Embraiagem

Elemento pertencente ao sistema de transmissão, responsável pelo acoplamento e desacoplamento do movimento do motor à caixa de velocidades.

Discos de Travão

Elemento fundamental pertencente ao sistema de travagem. Dependendo da sua estrutura ou material de fabrico, existem vários tipos de discos de travão, nomeadamente maciços, ventilados e cerâmicos.

Os discos de travão giram acoplados com as rodas do veículo. Quando o condutor aciona o pedal de travão, as pastilhas são empurradas contra o disco através de uma força hidráulica. Esta fricção vai reduzir a velocidade do veículo ou fazê-lo parar por completo.

discos de travão

Eletroventilador

Elemento responsável por forçar a entrada de ar, através do radiador do sistema de refrigeração do motor e do condensador do sistema de ar condicionado. O objetivo é arrefecer o líquido refrigerante do motor e o agente frigorífico do ar condicionado.

Embraiagem

Sistema localizado entre a caixa de velocidades e o motor térmico, responsável pelo acoplamento ou desacoplamento do movimento entre estes dois orgãos. O desacopolamento tem como finalidade poder efetuar alterações nas engrenagens (mudanças) de forma suave e precisa. Desta forma, é evitado o “arranhar” das engrenagens na caixa de velocidades.

A embraiagem é acionada pelo condutor carregando no pedal do lado esquerdo. Este sistema pode ser acionado através de um cabo ou de forma hidráulica através de uma bomba.

embraiagens

Escape

Sistema responsável por canalizar os gases de escape produzidos pelo motor para o exterior, reduzindo também a sua velocidade, pressão e ruído. Este sistema gera uma contrapressão para o funcionamento correto do motor.

escape

Escovas Limpa Vidros

Elementos fundamentais para a segurança na condução e que garantem uma boa visibilidade na estrada. Permitem limpar tanto o pára-brisas como o vidro traseiro e são essenciais para uma condução segura, principalmente em época de chuva. É importante que verifique com alguma frequência o estado das suas lâminas e que as substitua uma vez por ano para que executem a sua função de limpeza corretamente.

Sabia que na Midas as escovas duram o dobro do tempo? Isto porque 1 ano após a sua compra a substituição da lâmina é gratuita.

Escovas Limpa Vidros

ESP

ESP (Electronic Stability Control) é o sistema de segurança ativa responsável por manter a estabilidade correta do veículo em caso de emergência. Atua em conjunto com o sistema de travagem ABS (Anti-lock Braking System).

Filtro de Ar

O filtro de ar é responsável por garantir que o ar aspirado pelo motor, que pode conter impurezas, é filtrado, garantindo assim que este pode ser utilizado na mistura da combustão.

Filtro de Combustível

O filtro do combustível - também conhecido frequentemente por filtro de gasóleo - é uma das peças fundamentais para o bom funcionamento de um carro e para a longevidade do motor. A sua função é filtrar o combustível, eliminando o maior número de resíduos sólidos, excluindo também toda a água que possa estar contida nesses resíduos.

Estas partículas ou impurezas podem estar presentes no depósito de combustível ou até no próprio combustível e a sua passagem provoca danos elevados na bomba de injeção de um automóvel. A malha do filtro da gasolina ou gasóleo vai-se estreitando à medida que as impurezas se acumulam e isso leva à diminuição da passagem do combustível e ao aumento da emissão do dióxido de carbono para a atmosfera. 

O filtro do combustível fica instalado junto ao depósito de gasolina/gasóleo ou próximo da entrada do motor (principalmente nos carros que têm injeção eletrónica) e deve ser revisto consoante a data indicada pelo fabricante ou em média aos 10.000 kms.

Filtro de Habitáculo

O filtro de habitáculo está encarregue da filtragem do ar, impedindo a entrada de partículas nocivas, bactérias, pólen, pós ou gases no interior do veículo. Este componente garante que o condutor e os passageiros respiram um ar mais puro. É recomendável a sua substituição anualmente.

filtro de habitáculo

Filtro de Óleo

O filtro de óleo é responsável por eliminar as partículas que possam surgir no lubrificante do motor, as quais podem ser geradas pela acção de combustão ou pela própria fricção das peças do motor. Sendo parte do Sistema de Lubrificação, é recomendável substituir o óleo e o filtro de óleo em simultâneo, a fim de evitar que o motor fique exposto à acção nociva dessas impurezas.

filtro de óleo

filtro de óleo aplicado

Filtro de Partículas

É uma peça que pertence ao sistema de escape dos veículos. Serve como acumulador das partículas de fuligem geradas pela combustão do diesel.

Dependendo do nível de saturação, o filtro pode incinerar as partículas de fuligem, aumentando a temperatura dos gases de escape graças ao chamado 5º ciclo de injeção. Dependendo do tipo de veículo e sistema de filtragem, pode ser utilizado um aditivo Eolys para facilitar a incineração a uma temperatura mais baixa. Sem o aditivo Eolys, o filtro de partículas é o único responsável pela incineração.

Este filtro ajuda a que não sejam libertadas partículas cancerígenas para o ar, sendo bastante importante do ponto de vista ambiental.

filtro de partículas

Fole de Transmissão

Tem como objetivo impedir a entrada de impurezas no interior do veio de transmissão. Dentro desta peça, existem 3 esferas cobertas com lubrificante que, ao entrarem em contacto com impurezas, impossibilitam o funcionamento normal do veiculo.

Fusíveis

Os fusíveis estão encarregues de cortar a corrente de modo a proteger o sistema e as partes elétricas do veículo em caso de curto-circuito ou sobretensão. Na ocorrência de um corte de energia, o fusível afetado deve ser substituído e diagnosticada a causa que o levou a fundir.

Galvanização

A galvanização é o processo de revestir uma superfície de aço com zinco. O zinco evita a ferrugem e protege o aço mesmo se a superfície for arranhada. Nos carros, é normal galvanizar as chapas dos dois lados para resistirem à corrosão.

Gás de Escape

O gás de escape (também conhecido como gás de exaustão) é o composto que sai do automóvel pelo tubo de escape. É formado por dióxido de carbono, monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de nitrogénio e dióxido de enxofre. O gás de escape dos automóveis a diesel tem um odor característico. 

gases de escape

Gasóleo

O gasóleo, também conhecido como diesel, é um tipo de combustível. Durante muitos anos, os carros a gasóleo foram os mais populares em Portugal e ainda hoje constituem a maioria do nosso parque automóvel.

No entanto, há cada vez menos pessoas a optar pelos motores a gasóleo/diesel: em 2017 representavam cerca de 61% dos carros vendidos, enquanto que em 2018 a percentagem baixou para 53,2%. É provável que a quota de mercado continue a descer à medida que mais cidades proíbem os carros a diesel e que alguns fabricantes (como a Toyota, por exemplo), abandonam estes modelos a favor dos automóveis híbridos.

Há 3 tipos de gasóleo à venda em Portugal:

  • gasóleo simples/diesel, que deriva do petróleo bruto e contém nitrogénio, enxofre e oxigénio. Tem um rendimento elevado.
  • gasóleo ou diesel aditivado, que contém uma série de aditivos para reduzir o desgaste dos injetores, proteger o sistema de alimentação do combustível e separar a água do gasóleo. Alguns fabricantes afirmam que também melhora o rendimento do motor e que reduz as emissões de gases para a atmosfera.
  • gasóleo colorido, que tem as mesmas características do gasóleo simples, mas com uma diferença essencial: contém um aditivo químico que o faz ter uma cor verde. É usado sobretudo no setor agrícola e florestal, o que faz com que também seja conhecido como “gasóleo agrícola”. Em Portugal, só pode ser vendido a beneficiários com cartões de microcircuito emitidos pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) e isenção ou redução da taxa de ISP (Imposto sobre os produtos petrolíferos). 

Gasolina

A gasolina é o segundo combustível mais utilizado em Portugal (depois do diesel). Há vários tipos de gasolina à venda em Portugal:

  • gasolina sem chumbo 95, com um índice de octanas de 95. O número de octanas nas moléculas de gasolina determina a sua resistência à detonação espontânea. O rendimento proporcionado pela gasolina de índice 95 é indicado para carros de gama média e baixa.
  • gasolina sem chumbo 98, com um índice de octanas de 98. Esta gasolina otimiza o rendimento dos motores mais avançados e, por isso, é indicada para carros de gama superior. Também é mais limpa do que a gasolina sem chumbo 95, pois emite menos enxofre.
  • gasolina aditivada que, tal como o nome indica, tem alguns aditivos. Estes aditivos servem para “limpar” partes do automóvel, como os cilindros e os injetores. A gasolina aditivada também emite menos dióxido de carbono e há quem defenda que aumenta o tempo entre cada revisão.

bomba de gasolina

Gerador de Impulsos

O Gerador de Impulsos é o sensor de posição da Cambota e da Árvore de Cames. São peças que podem sofrer danos mecânicos ao longo da vida útil do veículo e que é preciso substituir quando necessário. Quando há danos no Gerador de Impulsos, pode notar qualquer um dos seguintes sintomas: 

  • maior dificuldade em arrancar o motor;
  • perda de potência do automóvel;
  • alterações no número de rotações por minuto;
  • o automóvel fica instável em ponto morto.

GPL Auto

O GPL Auto é o combustível utilizado pelos veículos movidos a Gás de Petróleo Liquefeito (GPL). O GPL emite menos gases nocivos para a atmosfera e também é mais barato do que os outros combustíveis. No entanto, é preciso cumprir uma série de obrigações impostas por lei para utilizar este tipo de combustível: deve colocar uma vinheta com as letras GPL no exterior do carro e precisa de passar uma Inspeção Extraordinária para poder estacionar em garagens fechadas e/ou subterrâneas. 

Grade Dianteira

A grade dianteira (também conhecida como grelha dianteira) protege o motor do carro. Evita a entrada de objetos estranhos, de sujidade e de poeiras, além de ajudar a refrigerar o motor através da grelha do radiador. Estes são alguns sinais de que a grelha do radiador pode estar a falhar:

  • alterações no funcionamento do sistema de refrigeração;
  • sobreaquecimento frequente do motor;
  • deterioração da ventilação do carro. 

Resta dizer que a grade dianteira é determinante para a estética do veículo – cada modelo tem uma grade dianteira específica e geralmente muito característica. Aliás, muitos fãs de tuning gostam de personalizar a grade dianteira do seu carro.

Grampo

O grampo é uma ferramenta utilizada para fixar ou proteger objetos. Nos automóveis, existem grampos para dar suporte aos espelhos retrovisores e grampos nos injetores, por exemplo. 

Gran Turismo ou Grand Tourer

Os automóveis gran turismo, ou grand tourer, são carros de gama alta e alto desempenho concebidos para percorrer grandes distâncias. Um dos tipos mais conhecidos de grand turismo são os coupé de duas portas, quer com dois lugares, quer com a configuração 2+2 (2 passageiros à frente e 2 atrás). Distinguem-se dos carros desportivos por serem mais largos, mais pesados e também mais confortáveis.

carro gran-turismo

Guarda-Lamas

O guarda-lamas é uma peça que está colocada por cima das rodas de um veículo, de forma a resguardá-las da lama. 

Guia da Válvula

A guia da válvula é um dos componentes que fazem parte das válvulas do cilindro do motor. As válvulas têm uma haste que desliza dentro da guia, que é sempre fabricada a partir de um metal com pouca fricção (aço, aço inoxidável ou titânio). 

Habitáculo

O habitáculo é o compartimento fechado destinado ao condutor e aos restantes passageiros.

habitáculo do automóvel

A temperatura e a qualidade do ar dentro do habitáculo são determinantes para que todos estejam confortáveis e seguros durante a viagem. Mas isso depende essencialmente de quatro elementos:

  • Filtro de habitáculo: a qualidade do ar depende sobretudo do filtro do habitáculo, que evita a contaminação do veículo e os odores desagradáveis. Lembre-se que o filtro deve ser trocado uma vez por ano. 
  • Ventilador de habitáculo: que assegura a entrada de ar fresco. Também permite que o ar quente e o ar frio sejam distribuídos por todo o habitáculo, de forma a que a temperatura seja agradável para todos os passageiros.

ventilador automóvel

  • Aquecimento do habitáculo: também conhecido como permutador de calor, funciona como um aquecedor no interior do carro. 
  • Luzes de habitáculo: tal como o nome indica, são as diversas luzes que iluminam o interior o carro.

Haste da Válvula

A haste da válvula é um dos componentes que fazem parte das válvulas do cilindro do motor. A haste desliza dentro de uma guia e, quando o topo da haste entra em contacto com o impulsor, possibilita a admissão ou a saída de gases de escape do motor. Quando esta peça se desgasta, é preciso substituí-la.

HIB - Descarga de Alta Intensidade

As luzes HIB (do Inglês “High Beam”, conhecidas em português como Descargas de Alta Intensidade) usam o xénon, um gás nobre, para produzir uma luz realmente branca. O objetivo destas luzes é iluminar melhor a estrada e proporcionar mais visibilidade à noite.

luzes HIB (descarga de alta intensidade)

Híbrido

Os automóveis híbridos têm dois tipos de motores: um motor de combustão (que usa um combustível comum, como por ex. a gasolina) e outro motor elétrico. O motor elétrico permite que o motor de combustão não esteja sempre a funcionar ou que funcione com muito poucas rotações, o que se traduz em:

  • redução do consumo de combustível; 
  • menos emissões de gases para o ambiente.

Surgem essencialmente como uma alternativa aos carros elétricos que, por agora, têm custos de produção elevados e pouca autonomia. Os híbridos permitem reduzir muito o consumo de combustível no dia-a-dia, ao mesmo tempo que oferecem mais autonomia para fazer viagens longas.

ícone dos automóveis híbridos

Identificador de Sinais de Trânsito

O identificador de sinais de trânsito é uma tecnologia avançada que encontramos nos carros mais recentes. Consiste numa câmara frontal que lê automaticamente os sinais de trânsito, como por ex. os sinais de limite de velocidade. Depois, os alertas aparecem no painel de controlo do condutor.

Os carros que contam com este tipo de tecnologia funcionam em toda a Europa, pois estão programados para reconhecer os sinais nacionais de vários países. Em alguns países, podem também existir alertas sobre a redução da velocidade em caso de chuva.

Ignição

Em termos simples, a ignição é o que faz “ligar” o carro. O sistema de ignição é constituído pela bateria, bobina de ignição, cabos de velas, velas de ignição e, nos carros mais antigos, pelo distribuidor (que envia a tensão às velas). No momento em que as velas soltam uma “faísca”, o motor começa a combustão e o carro começa a andar. Há 3 tipos de sistemas de ignição:

  • ignição mecânica – quando o condutor põe a chave na ignição, uma peça retira a tensão da bateria, o que faz o mecanismo disparar e pôr o motor a funcionar. 

ignição do automóvel

  • ignição eletrónica – há um módulo de controlo eletrónico, separado do distribuidor, que leva o fluxo da corrente até à bobina de ignição. 
  • sistema de ignição sem distribuidor – é o computador do automóvel que regula o módulo de controlo eletrónico e, através de várias bobinas de ignição, faz a informação chegar às velas. 

Iluminação do Painel de Instrumentos

Tal como o nome indica, são as luzes que iluminam o painel de instrumentos – ou seja, o painel onde vemos a velocidade, o conta-rotações, o nível de combustível no depósito, a temperatura do motor e os restantes alertas do sistema informático, como por ex. a necessidade da mudança de óleo.

velocímetro do automóvel

Impermeabilização Automóvel

Certamente que já sabe qual é o objetivo de uma impermeabilização: tornar um determinado material resistente à água. No caso dos automóveis, costumamos falar em dois tipos de impermeabilização: impermeabilização da cobertura (ou tejadilho) e impermeabilização dos tecidos (ou estofos). 

Indicador do Nível de Óleo

O indicador do nível de óleo serve para verificar o nível de enchimento deste lubrificante automóvel. Quando o óleo está a níveis demasiado baixos, emite um sinal eletrónico – que costuma aparecer no painel de instrumentos. Além disso, estes indicadores também emitem um aviso se a temperatura do óleo atingir 70ºC. No caso do óleo acabar ou da temperatura ser demasiado alta, o sensor pára imediatamente a bomba de óleo. 

Injeção Common Rail

É um sistema de injeção direta para motores a diesel. A injeção “Common Rail” ou “Common Rail Inteligente” mantém a pressão alta na tubagem de alimentação, enquanto o sistema eletrónico do motor regula, consoante a carga e a velocidade, a pressão e o tempo da injeção em si.

Injeção Direta

A injeção direta é um sistema do motor. Nos motores com injeção direta, a gasolina ou o gasóleo são injetados diretamente para a câmara de combustão. Isto permite que a combustão seja mais eficiente, o que se traduz num consumo otimizado e menores emissões de gases. Um dos tipos mais comuns de injeção direta é o sistema Common Rail para motores a diesel.

Injetor ou Injetor de Combustível

O injetor de combustível (também conhecido apenas como “injetor”) é a peça que leva o fluxo de combustível até às câmaras de combustão do motor. Como o injetor é controlado eletronicamente, o fluxo é muito preciso. Por isso, quando há um problema no injetor de combustível, vai notar os seguintes sintomas: 

  • o carro funciona de forma irregular, “vai abaixo” ou anda aos solavancos, sobretudo quando o motor trabalha com rotações por minuto elevadas; 
  • aumento no consumo de combustível;
  • o motor perde potência;
  • dificuldades na ignição do motor (o carro não arranca, ou custa a pegar);
  • os gases de escape mudam de cheiro e tornam-se mais tóxicos. 

Intercooler

Em termos simples, podemos dizer que o intercooler é uma espécie de radiador. Só que, em vez de arrefecer a água do motor, arrefece o ar dos gases de escape. A intenção é tornar o ar mais denso, ter mais volume de ar no cilindro e diminuir a quantidade de combustível que precisa de ser injetado – o que torna o motor ainda mais potente. 

Como está na parte da frente do veículo, o intercooler está exposto a impactos mecânicos (por exemplo, uma pedra que vai contra o motor) e até à oxidação. Para detetar falhas no intercooler é preciso equipamento especial, mas pode notar as seguintes alterações: 

  • há vestígios de fuga de óleo entre o intercooler e o tubo de ligação;
  • a potência do motor diminuiu;
  • o nível de óleo do motor diminuiu; 
  • o consumo de combustível aumentou;
  • o painel ou o computador de bordo sinalizam uma falha. 

Intermitente

As lâmpadas de luzes intermitentes são vulgarmente conhecidas como “piscas”. Servem para indicar a mudança de direção, de faixa ou iniciar uma manobra de ultrapassagem. Também pode servir para alertar sobre perigo. Aliás, em caso de avaria das restantes luzes, deve circular com os 4 piscas ligados até chegar a um local seguro. Prefira as luzes LED e não use lâmpadas com uma potência demasiado alta, pois vão avariar com mais facilidade. 

Interruptor da Pressão do Óleo

Também conhecido como sensor da pressão do óleo do motor, é o indicador (geralmente electrónico) do nível de pressão do óleo do motor. Há vários motivos para avariar: um curto-circuito devido à voltagem excessiva, oxidação causada pela humidade, contaminação, danos mecânicos, rutura de fios, uma falha no fusível, etc. Por isso, é importante prestar atenção aos seguintes sinais: 

  • aparece um sinal no painel de instrumentos, mesmo que o nível de óleo esteja normal; 
  • a pressão do óleo afasta-se dos 0,65 - 2 bar em marcha lenta;
  • a pressão do óleo excede os 4,5 - 6 bar a alta velocidade.  

Caso note alguns destes sinais, leve o seu carro à oficina para fazer um diagnóstico e reparar o sensor de pressão.

Interruptor de Ignição e Arranque

Se o carro tem dificuldades em arrancar e não tem problemas no motor nem na bateria, nas velas de ignição ou na injeção de combustível, então talvez a causa esteja no interruptor de ignição. É um diagnóstico que se faz, geralmente, por exclusão de partes. 

Este interruptor tem duas componentes: um fecho mecânico e uma caixa de distribuição elétrica. É por isso que, quando põe a chave no volante, o carro arranca. Quando o cilindro se danifica ou a tensão na caixa elétrica não é a adequada, o carro tem dificuldade em pegar. 

Interruptor de Luz de Marcha Atrás

Este interruptor serve para ligar as luzes de marcha atrás e costuma fazer um sinal sonoro quando as luzes ligam. Se não ouvir esse som, é possível que o circuito do interruptor esteja avariado. Se ouvir esse som constantemente, mesmo que não esteja a fazer marcha atrás, é porque há um curto circuito. Outros sinais que revelam desgaste ou problemas elétricos no interruptor e no seu circuito são:

  • as luzes não ligam quando engrena a marcha atrás;
  • as luzes não desligam; 
  • as luzes cintilam;
  • fuga de óleo por baixo do interruptor. 

Interruptor de Piscas de Emergência

Este interruptor é um botão que permite ligar os 4 piscas e pode ser ativado em situações de paragem, acidente ou avaria nas restantes luzes (é permitido circular com os 4 piscas até chegar à área de serviço mais próxima).

interruptor de quatro piscas

Interruptor de Pressão (Sistema Hidráulico de Travagem)

É um interruptor que ajuda a regular a pressão do sistema ABS de travagem.

Interruptor de Pressão do Ar Condicionado

A função desde interruptor é proteger o ar condicionado da pressão excessiva, o que torna o seu funcionamento mais seguro e “sem soluços”. A pressão interna do ar condicionado é bastante alta – por isso, sem este regulador, não conseguimos refrescar o habitáculo e o ar condicionado sobreaquece. 

Interruptor de Temperatura do Ventilador do Radiador

O interruptor da temperatura do ventilador do radiador faz parte do sistema de aquecimento/arrefecimento do veículo. Tal como a maioria dos interruptores, pode avariar devido à oxidação dos terminais ou à deformação da peça. Os sinais de avaria são:

  • sobreaquecimento do motor, quando:

(1) o ventilador não se liga no momento em que o líquido de arrefecimento atinge uma temperatura crítica; ou

(2) o ventilador se desliga demasiado rápido se o líquido atinge essa temperatura;

  • o ventilador funciona constantemente ou erraticamente.

Interruptor de Travão / Interruptor de Luz de Stop

Também conhecido como “interruptor de freio” ou “interruptor de luz de freio” em Português do Brasil. Este interruptor está colocado acima do pedal de travão. Sempre que pressiona este pedal, ativa as luzes do travão. Não tem um tempo de vida útil especificado, por isso deve substituí-lo apenas quando avaria.

Interruptor do Retrovisor

Interruptor para ajustar a posição dos espelhos retrovisores. 

Interruptor dos Elevadores dos Vidros

A função do interruptor dos elevadores dos vidros é clara – serve para abrir e fechar os vidros. Esta peça não tem um tempo de vida útil específico. As avarias tendem a acontecer de repente: após um curto-circuito, que corresponde a um aumento de corrente, ou devido à oxidação. Às vezes, a exposição à água durante a chuva ou uma lavagem é o suficiente. 

Vai notar que o botão não responde à pressão do dedo ou que o vidro da janela só opera de uma forma (ou abre, ou fecha). Infelizmente, apesar de ser uma avaria simples, é preciso remover o revestimento da porta para desmontar a peça e colocar um interruptor novo. 

Interruptor dos Faróis

Outra peça cuja função é bem clara só pelo nome: o interruptor dos faróis é o interruptor das luzes (geralmente é um botão redondo que se vai rodando, no lado esquerdo do volante). Serve para ligar ou desligar os médios e os máximos, as luzes de estacionamento e, em alguns modelos, também as luzes de nevoeiro. Tal como a maioria dos interruptores, não tem um tempo de vida útil estipulado pelos fabricantes – só é substituída esta peça quando avaria. Aqui ficam duas dicas para aumentar a longevidade do interruptor:

  • rode o botão de forma suave, sem solavancos; 
  • não use lâmpadas com mais potência do que o recomendado pelo fabricante, pois podem causar sobreaquecimento e danificar o interruptor. Neste caso, vai sentir um cheiro a queimado no interior do habitáculo. 

Isolamento de Compartimento do Motor

O isolamento do motor é uma manta acústica que ajuda a diminuir o ruído do motor. Há vários materiais que se podem usar para este tipo de compartimentos. Deve verificar com o seu mecânico e com o fabricante quais são os materiais mais adequados, não inflamáveis e corta-fogo.

Jantes

As jantes (também conhecidas como aros) são a parte exterior da roda que segura o pneu. É muito importante substituir as jantes e os pneus quando começam a apresentar desgaste, mas para escolher as mais indicadas deve ter em consideração:

  • as dimensões dos pneus: as dimensões e o diâmetro aprovados para cada veículo estão especificadas no Documento Único Automóvel, e o seu incumprimento está sujeito a multa na Inspeção Periódica Obrigatória. Se pretender alterar as dimensões das jantes, precisa de solicitá-lo ao IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes). 
  • a etiqueta do pneu: consulte a etiqueta europeia sobre a eficiência dos pneus (ou seja, o seu impacto no consumo de combustível), a aderência ao piso molhado e o ruído. Apesar de parecer apenas um detalhe, o barulho pode comprometer o conforto e concentração em viagens longas. 
  • os tipos de jantes: há dois tipos de jantes, as jantes de aço e as jantes de liga de alumínio ou de liga leve. As jantes de liga de alumínio são mais leves e, normalmente, mais resistentes que as de aço. No entanto, as jantes de aço são mais maleáveis do que as restantes e mais fáceis de trocar.

jante automóvel

Junta da Bomba de Água

Peça que pertence à bomba de água auxiliar, cuja função é criar um microclima no habitáculo quando o motor está a funcionar com poucas rotações por minuto (por exemplo, nos engarrafamentos).

Junta da Cabeça

A junta da cabeça (também conhecida como junta da colaça e junta de cúpula) situa-se entre o bloco dos cilindros do motor e a sua respetiva cabeça. Serve para vedar o bloco dos cilindros em si e a área adjacente à cabeça do cilindro, embora a sua principal função seja pressurizar as câmaras de combustão e manter a pressão adequada no sistema de lubrificação. 

Uma vez que está exposta às altas temperaturas e às pressões internas do motor, é uma peça que está sujeita a grandes esforços e que deve ser substituída com alguma frequência. Mas também deve ser substituída sempre que seja necessário fazer uma intervenção ou reparação no motor que exija a remoção da junta. Os potenciais sinais de algo está errado são:

  • impurezas de cor clara no óleo; 
  • aumento da temperatura do motor (devido à entrada de óleo no líquido de arrefecimento); 
  • coloração branca dos gases de escape; 
  • manchas de óleo à volta do elemento vedante.

Junta do Cárter

A junta do cárter (ou junta do cárter do óleo ou junta do coletor do óleo) evita as fugas de óleo. Com o tempo, podem deformar-se ou desgastar-se, por isso deve substituí-la assim que notar uma fuga de óleo do cárter. Outros sinais que revelam um problema no cárter são as manchas de óleo, irregularidades no funcionamento do motor e os ruídos.

Para prolongar a vida útil desta peça e prevenir danos, não conduza fora da estrada, evite o sobreaquecimento do motor e use o óleo do motor recomendado pelo fabricante. 

Junta do Coletor de Admissão

A  junta do coletor de admissão serve para regular a pressão da ligação do motor com a linha da admissão. A junta pode empenar-se, dilacerar-se com as vibrações ou deformar-se. Deve substituir-se cada vez que se desmonta o coletor de admissão e, para melhorar o seu desempenho, deve colocar-se uma camada de lubrificante em ambos os lados da peça. 

Junta do Injetor

Os injetores de combustível devem estar sempre protegidos da sujidade, da poeira e de outras partículas estranhas. As juntas e os vedantes dos injetores asseguram a estanqueidade dos injetores e evitam as fugas de combustível. Também se utiliza a expressão junta do filtro do combustível.

Junta do Líquido de Refrigeração

Faz parte do sistema de refrigeração do automóvel. O sinal mais comum de que precisa de ser substituída é a fuga de fluido. Esta pode ser detetada se houver líquido nos componentes à volta do depósito ou então se o nível do liquido de refrigeração descer de forma rápida.

Junta Homocinética

A junta homocinética, também conhecida como junta de velocidade constante (junta VC ou JVC) ou ainda ponteira de transmissão, transfere continuamente a torção do veio de transmissão para as rodas motrizes. É usada sobretudo em automóveis com tração dianteira e muito menos nos de tração traseira. A vida útil de uma junta VC é de 80 000 a 100 000 kms. No entanto, uma condução pouco cuidadosa e as travagens bruscas podem fazer com que tenha de trocá-las muito mais cedo. Para evitar o desgaste e a deformação da junta homocinética, deve:

  • evitar o aumento de potência do motor (por exemplo, ao conduzir em condições todo-o-terreno); 
  • usar lubrificantes apropriados e de qualidade; 
  • usar pinças e foles compatíveis com a junta, de preferência do mesmo fabricante. 

Junta Vedante da Porta

Os vedantes de borracha das portas dos carros danificam-se com relativa facilidade devido à exposição prolongada à luz direta do Sol e às alterações frequentes de temperatura. Uma vez que para corrigir o problema precisa de desmontar toda a porta, o melhor é procurar uma oficina caso se depare com este problema na sua viatura.

Juntas da Bomba de Combustível

As juntas da bomba de combustível servem para prevenir a fuga de combustível e para impedir que este entre em contacto com outras peças. Normalmente, estas juntas são fabricadas com borracha resistente ao efeito destrutivo da gasolina e do óleo. No entanto, também existem juntas de metal, que têm uma vida útil mais longa.

Juntas da Bomba Injetora

As juntas e os anéis vedantes da bomba injetora de combustível protegem a bomba da sujidade e da humidade. Deve haver uma junta em cada junção da bomba com outros componentes. Tal como as restantes juntas, podem desgastar-se ou deformar-se com o tempo.

Juntas do Coletor de Escape

As juntas do coletor de escape estão entre o coletor de escape e a cabeça do cilindro do motor. A sua função é prevenir que os gases de escape entrem na zona inferior do carro. Não têm um tempo de vida útil predefinido e tudo depende das especificidades e do uso do motor. O sobreaquecimento do motor, por exemplo, acelera o desgaste das juntas e pode fazer com que cheire a gases dentro do habitáculo. A deformação das juntas faz com que o motor tenha mais dificuldades ao arrancar e produza sons estranhos. 

Kart

Um kart é um tipo de veículo desportivo, geralmente para um só passageiro. Nos karts, as rodas dianteiras controlam a direção, enquanto as traseiras recebem a força de tração.

Kit de Distribuição

O kit de distribuição (também conhecido como kit de correia de distribuição) é um kit que inclui as várias peças que precisa para substituir a correia de distribuição. Ou seja, além de incluir a correia, traz também, os tensores e a bomba de água. Mudar a distribuição da sua viatura deve ser sempre feita numa oficina especializada.

Kit de Ferramentas

O kit de ferramentas de mecânico tem as peças essenciais para poder fazer reparações e check-ups ao seu carro. Há kits mais simples, com pouco mais de 20 ferramentas, e outros mais avançados, com mais de uma centena. Um bom kit de ferramentas inclui entre outras as seguintes: alicate universal, alicate pressão, alicate extensível, alicate travões, chaves torx, chaves de fendas, chaves philips, chaves sextavadas, chaves boca/luneta, chave grifo, chaves roquete, martelos, serra, chaves dinamométricas, paquímetros, micrómetros, relógio comparador, goniómetro, chaves de impacto, chaves de caixa e pontas para adaptadores para poder trabalhar no máximo de componentes possível.

Kit Maxilas do Travão

As maxilas do travão são uma peça do eixo traseiro dos veículos com travões de tambor. A sua função é, ao serem pressionadas, as paredes do tambor abrandam ou imobilizam o automóvel. Devem ser substituídas quando perderem espessura (75% da espessura original, sendo o valor mínimo admissível 1.5 mm) para garantir a segurança dos tambores. Caso as maxilas estejam a falhar, é habitual notar:

  • som estridente quando trava;
  • oscilação do carro durante a travagem;
  • diminuição do nível de líquido dos travões;
  • aumento da distância de travagem. 

Se notar algum destes sinais, verifique a espessura das maxilas do travão. Para as substituir, vai precisar de um kit de maxilas do travão, que inclui as maxilas e os seus fixadores. Verifique igualmente o diâmetro interno do tambor de travão.

Kit Molas da Suspensão

As molas da suspensão e os amortecedores melhoram a capacidade do automóvel em adaptar-se às várias condições da estrada. O kit inclui os amortecedores dianteiros e traseiros, assim como as molas dianteiras e traseiras, fixadores e guarda pós.

Líquido de Refrigeração

O líquido de refrigeração percorre o circuito interno do motor para evitar o sobreaquecimento dos seus componentes. Caso a temperatura exceda os 90ºC dentro do motor, há risco de danos graves e dispendiosos. Recomendamos que verifique regularmente o nível do líquido de refrigeração e que proceda à sua substituição a cada 2 anos ou 40.000 kms. Algumas pessoas preferem usar água para o mesmo efeito, mas os líquidos de refrigeração próprios têm um desempenho superior, evitando desde logo a corrosão.

Os líquidos de refrigeração também se podem designar anti congelantes, pois no Inverno evitam que o frio afete o funcionamento do motor, visto terem um ponto de congelação bem abaixo dos 0ºC da água.

Líquido dos Travões

O líquido dos travões é essencial para que não haja falhas ao transmitir informação do pedal para o resto do sistema de travagem. Deve substituí-lo sempre que estiver previsto nos intervalos de manutenção ou através do teste de temperatura se se verificar que as suas propriedades já estão comprometidas.

Atualmente, existem três tipologias de líquido de travões, conhecidas como DOT 3, DOT 4 e DOT 5. Estas três tipologias variam quanto à temperatura de ebulição: quanto maior a temperatura do ponto de ebulição, menor é quantidade de líquido existente:

  • DOT 3 está associado às piores prestações e não é indicado para os veículos mais modernos com ABS.
  • DOT 4 é apropriado para todos os sistemas de travagem, sendo o líquido mais comum.
  • Já o DOT 5 tem um preço mais elevado e é indicado apenas para veículos específicos.

A verificação do nível do líquido de travões deve ser feita periodicamente. Escolha sempre uma oficina creditada para obter o melhor aconselhamento sobre o tipo de líquido a utilizar no seu veículo.

Longarina

A longarina é uma base de aço que está na frente do carro e que serve para assentar a carroçaria do automóvel, sendo uma peça chave para a sua resistência e segurança. Ela tem uma função dispersora da energia de um embate e evita, em caso de colisão, danos mais graves. Em caso de acidente e tendo ficado danificada, nunca deve ser arranjada, mas sim substituída.

Luz de Chapa de Matrícula

Tal como o nome indica, esta luz serve para iluminar a chapa da matrícula na retaguarda do veículo. Os veículos devem estar sempre identificados e a matrícula deve ler-se facilmente pelo menos a uma distância de 20 metros. Portanto, a luz da chapa da matrícula deve acender conjuntamente com os mínimos (ou luzes de presença, como veremos mais adiante). 

Luz de Circulação Diurna

As luzes de circulação diurna são obrigatórias desde 2011. Tratam-se de luzes que devem estar sempre ligadas, inclusive de dia, e tudo em nome da segurança rodoviária. Ao contrário dos médios ou dos máximos, as luzes diurnas não servem para iluminar a estrada – mas sim para ajudar o seu carro a ser visto. Em alguns países Europeus, esta norma já existia há vários anos para aumentar a visibilidade e diminuir a probabilidade de colisão com outros veículos.

Luz de Estacionamento e Posição

Também denominados como faróis de estacionamento ou simplesmente como luz de posição. Tal como o nome indica, tornam o veículo mais visível quando está parado em estacionamento. Convém limpar estas luzes com alguma frequência, pois a poeira e a neve (no caso de viajar na neve) diminuem bastante a dispersão da luz e a visibilidade.

Luz de Marcha Atrás

A luz de marcha-atrás fica na traseira do veículo e avisa os outros automobilistas que pretende fazer marcha-atrás. Por norma, estas luzes são brancas e devem ter um alcance não superior a 10 metros. Devem acender quando a marcha-atrás estiver engatada – caso isso não aconteça, dirija-se a uma oficina credenciada.

Luz de Nevoeiro da Frente

O nevoeiro é o principal inimigo da visibilidade na estrada. Por isso, conduzir com nevoeiro exige cuidados extra com luzes de nevoeiro à frente e na retaguarda. Nos veículos ligeiros, as luzes de nevoeiro da frente têm cor branca ou amarela e podem ser usadas como um complemento aos médios. Resta dizer que, tal como os médios, o seu alcance não deve exceder os 30 metros para não encandear outros condutores.

Luz de Nevoeiro Traseira

Em caso de nevoeiro intenso, os veículos ligeiros também devem acender as luzes de nevoeiro da retaguarda, para tornar o automóvel mais visível para quem circula no mesmo sentido. Estas luzes só podem ligar-se quando as luzes de médios e/ou as luzes de nevoeiro estiverem ligadas à frente.

Luz de Travagem

Os automóveis devem ter pelo menos duas luzes de travagem de cor vermelha ou laranja. Estas luzes servem para avisar os outros automobilistas que se prepara para travar e evitar choques em cadeia. A maioria dos carros, após o ano de 2003, está dotado de 3 luzes de travagem. Atualmente, a existência de um terceiro stop é obrigatória em todas as viaturas novas.

luzes de travagem

Luz Indicadora de Mudança de Direção

O quê? Calma, provavelmente conhece estas luzes por outro nome. A luz indicadora de mudança de direção não é mais do que o “pisca” e sinaliza que vai mudar de direção. Os piscas devem ter luzes:

  • intermitentes de cor branca ou laranja (à frente);
  • vermelha ou laranja (na retaguarda);
  • laranja (se existirem também na lateral do veículo).

Alternativamente, os piscas também podem ser chamados luzes indicadoras de perigo (ou os “4 piscas”). Se tiver uma avaria no carro, deve estacionar na berma, ligar as luzes indicadores de perigo e colocar o triângulo até chegar a assistência em viagem. Caso isto não seja possível, pode circular apenas com os 4 piscas ligados até à área de serviço ou saída mais próxima.

Luz Rotativa ou Intermitente

As luzes rotativas ou intermitentes estão reservadas a veículos com funções especiais, e portanto não é provável que alguma vez venha a precisar delas. No entanto, aproveitamos para esclarecer que as luzes rotativas de cor azul são exclusivas para veículos prioritários com serviço urgente (como os carros da polícia, por exemplo). Também há luzes rotativas de cor amarela, geralmente instaladas na parte superior dos veículos, para sinalizar veículos que precisam de circular em marcha lenta. Isto aplica-se aos veículos de pronto-socorro, reboques, escoltas ou automóveis afetos a serviços públicos nas vias de circulação.

Luzes de Cruzamento

As luzes de cruzamento são mais conhecidas por outro nome: médios. Quase de certeza que já sabe o que são, mas convém sempre relembrar que os médios devem ter uma cor branca ou amarela visível até 30 metros. As luzes de cruzamento devem apontar sempre para o solo, de forma a não encandear os outros condutores que circulam na via.

Luzes de Estrada

Também conhecidas como máximos, as luzes de estrada devem iluminar pelo menos 100 metros de estrada. As lâmpadas tanto podem ser de cor branca como amarela.

luzes de estrada ligadas

Luzes de Presença

As luzes de presença destinam-se a assinalar a presença do veículo, tanto à frente como à retaguarda. Devem ser lâmpadas brancas, visíveis a uma distância mínima de segurança de 150 metrosAs luzes de presença à frente também são conhecidas como mínimos. À retaguarda, as luzes de presença têm uma cor vermelha.

Macaco Elétrico

Um macaco elétrico é o mais fácil de utilizar e não requer esforço por parte do condutor. Liga-se à tomada de isqueiro ou à bateria do carro e, em segundos, eleva o automóvel. Em média, este tipo de macaco eleva duas toneladas mas poderá elevar mais. Verifique sempre as especificações do mesmo para nunca colocar em causa a sua segurança nem causar danos na viatura.

Macaco Hi-Lift

O macaco “Hi-Lift” é originário de uma empresa norte-america, Hi-Lift Jack Company, mas existem no mercado modelos de outras marcas. Muito utilizados na prática mais profissional de todo o terreno, este tipo de macacos permite elevar veículos já por si muito elevados e erguê-los ainda mais. É extremamente útil podendo puxar o veículo para a frente, para trás e para os lados, além de se poder usar numa manutenção de emergência. Uma característica muito importante é a garra do macaco começar praticamente na base do mesmo, o que permite encontrar um ponto de apoio para se levantar o veículo se este estiver mesmo atolado ou numa situação ainda mais complicada.

Macaco Hidráulico de Garrafa

O macaco de tipo hidráulico e com formato “garrafa” é um êmbolo com um pistão central que se eleva na vertical até entrar em contacto com a parte inferior do automóvel destinada para o efeito. Este género de macaco tem uma capacidade de carga superior, uma grande elevação e são razoavelmente compactos, pelo que são os recomendados para automóveis todo-o-terreno e SUVs. Têm um manuseamento mais fácil e mais rápido do que os macacos mecânicos e o esforço é menor por parte do condutor.

Macaco Hidráulico Rolante

Os macacos hidráulicos rolantes são robustos, têm uma grande capacidade de carga, rodas que facilitam a circulação e uma alavanca que permite uma elevação rápida e fácil. Estas características tornam-nos ideais para as oficinas. Neste tipo de macacos, movimentar a alavanca para cima e para baixo aciona um braço que se eleva até entrar em contacto com o automóvel para o fazer subir. Apesar de todas as vantagens, o peso e volume fazem com que não seja fácil tê-los em casa para entusiastas e amadores.

Macaco Mecânico

É um tipo de macaco em que o condutor roda uma manivela que faz uso de uma canaleta para elevar e suspender o automóvel. O macaco mecânico é o mais comum no conjunto de ferramentas do automóvel. Ao utilizar o macaco, é muito importante confirmar a zona própria para acoplar este tipo de macaco. Se não sabe onde é, confirme no livro de instruções do automóvel a localização correta.

Mala do Carro

Mala, porta-malas, bagageira ou porta-bagagens. Estes são os vários nomes que damos a um compartimento normalmente situado na parte traseira do automóvel para o transporte de cargas. É na mala que costumam estar o kit de emergência, o pneu suplente, o kit para pequenas reparações DIY e os tanques para os carros convertidos a GPL. Em alguns modelos, o banco de trás é rebatível, de forma a aumentar o espaço da mala.

mala do carro

Mancal da Árvore de Cames

É uma das componentes da árvore de cames. É o mecanismo destinado a regular a abertura das válvulas num motor de combustão interna. 

Manga de Eixo

A manga de eixo é uma peça que pertence à articulação da suspensão dianteira que fixa os discos de travão e as rodas e assegura a articulação desses elementos com o sistema de direção do veículo. Normalmente são fabricadas em aço endurecido, o que lhes confere muito resistência, fiabilidade e uma vida útil longa. Não é normal ter de trocar a manga de eixo. No entanto, a manga de eixo pode danificar-se devido a um acidente ou esforços mecânicos excessivos continuados (condução desportiva, por exemplo).

No caso da manga de eixo estar danificada, irá notar os seguintes “sintomas”:

  • aumento da vibração do carro;
  • resposta reduzida da direção; 
  • sons estranhos ao travar ou durante as manobras; 
  • folga nas rodas dianteiras 
  • suspensão com batimentos. 

A reparação e substituição da manga de eixo deve ser sempre feita em oficinas especializadas.

Mangueira do Radiador

A mangueira do radiador (vulgarmente denominada de tubos de radiador) serve para deixar passar o líquido de refrigeração para o motor e evitar o sobreaquecimento do automóvel. Ou seja, a bomba de água faz com que o líquido comece a circular e é a mangueira que o transporta até ao destino final. Quando a mangueira do radiador se estraga, há fugas do líquido de refrigeração e existe um aumento exponencial da probabilidade de sobreaquecimento do motor. 

Quando a mangueira do radiador se estraga, geralmente é por três motivos: ou está gretada (no caso das mangueiras de borracha), torcida ou desgastada. Poderá notar manchas de líquido por baixo do carro, aumento da vibração e sobreaquecimento do motor, perda de potência e aumento do consumo de combustível (devido à ineficiência do motor). Nesse caso, o melhor é optar pela substituição da peça numa oficina especializada.

Mangueira para o Turbocompressor

As mangueiras do turbocompressor fazem parte do sistema de admissão de ar. Tal como as mangueiras do radiador e do travão, podem danificar-se em caso de acidente ou desgaste excessivo. Em caso de avaria, os sinais que irá notar são novamente:

  • perda de potência do motor
  • funcionamento instável do motor
  • aumento do consumo de combustível
  • sobreaquecimento.

Também deve ficar atento à possibilidade de fumo negro a sair pelo tubo de escape e a barulhos anormais que poderão aparecer repentinamente.

Mangueiras de Travão

As mangueiras de travão (também conhecidas como tubos de travão) asseguram que a pressão hidráulica dos travões é transmitida de modo otimizado para os cilindros e as pinças dos travões. Devem ser revistas a cada 50.000 quilómetros. No caso das mangueiras de borracha, devem ser substituídas ao fim de 125.000 quilómetros, independentemente do seu estado. As mangueiras podem romper-se ou torcer-se, especialmente se se deslocarem da sua posição original, se o condutor fizer um uso abusivo do sistema de travagem ou se forem de má qualidade.

Os seguintes sinais podem ser indicadores de problemas nas mangueiras de travão: 

  • fuga de fluido;
  • sons anormais ao pressionar o pedal do travão;
  • cursos mais longos do pedal de travão;
  • vibração ao travar;
  • temperaturas elevadas nos travões;
  • aumento da distância de travagem;
  • derrapagens ao travar.

Maxilas de Travão

As maxilas do travão são um componente do sistema de travagem automóvel instalado no eixo traseiro dos veículos equipados com travões de tambor. Estão localizadas no interior do tambor de travão e são elas que vão causar a pressão no eixo traseiro para imobilizar o automóvel. As maxilas do travão devem ser trocadas quando a espessura das mesmas tiver diminuído cerca de 75%, para que não percam a eficácia nas travagens.

As falhas em qualquer uma das componentes do travão podem causar o aumento da distância de travagem, assobios durante a travagem ou vibração excessiva nos travões. Por isso, deve inspecionar os travões a cada 15 mil ou 20 mil quilómetros. 

Máximos

Os máximos, também conhecidos como luzes de estrada, são as luzes com maior alcance de um veículo: devem iluminar pelo menos 100 metros da via. Hoje em dia, também já existem automóveis com máximos automáticos, que usam um sensor instalado à frente do espelho retrovisor para alternar entre médios e máximos automaticamente.

luzes de máximos

Módulo de Ignição

O módulo de ignição é o sistema que controla a abertura e o fecho da ignição do automóvel. Está exposto a níveis altos de tensão para que o carro arranque e, por vezes, são os problemas no circuito ou a queima do módulo que causam as avarias. Defeitos resultantes do aquecimento ou de falso contato provocam falhas intermitentes. No caso de falha total, o motor deixa de funcionar imediatamente. A resolução passa por ir a uma oficina, fazer um diagnóstico e, muito provavelmente, substituir o módulo de ignição.

Mola Pneumática

A mola pneumática não é mais do que o tipo de mola que utilizamos para levantar e segurar o capot e a mala. Em caso de ter que as substituir, escolha molas de boa qualidade, resistentes à deformação, à corrosão e aos danos mecânicos.

Monitor de Ângulo Morto

Alguns carros mais recentes alertam o condutor para a presença ou aproximação de veículos no seu ângulo morto. Quando um veículo é detetado, acende-se uma pequena luz de aviso amarela e/ou vermelha. 

Monitor de Atenção do Condutor

O monitor de atenção do condutor deteta cansaço no condutor e avisa-o de que precisa de fazer uma pausa. O monitor de atenção analisa parâmetros como a direção, o uso do pedal e a aceleração lateral. Se chegar à conclusão que a atenção do condutor está a diminuir, o carro dará um aviso no painel e um aviso sonoro, o que é uma excelente medida de segurança para quem conduz à noite ou quando conduz sozinho. 

Motor

A peça a que habitualmente chamamos “motor” é o motor de combustível do carro. Ou seja, a peça que é determinante para fazer mover o carro à base de um determinado combustível (gasóleo, gasolina, gás, eletricidade, etc.). 

motor automóvel

Em primeiro lugar, precisamos de entender que no motor está o cilindro, que por sua vez é constituído pela vela, pelo bico injetor de combustível e um pistão. A vela gera faíscas e o bico injetor começa a libertar combustível, o que gera uma explosão dentro do cilindro que põe o pistão em movimento. O pistão está em contacto com um sistema de engrenagens que faz girar o eixo do motor e o carro começa a andar.

No entanto, apenas uma parte da energia gerada pela explosão é usada para movimentar o carro. Outra parte da energia é reaproveitada pelo alternador, para pôr em marcha toda a parte elétrica do veículo e continuar o ciclo de combustão. A restante energia dissipa-se em forma de calor, daí a necessidade de ter um líquido de refrigeração apropriado para evitar que o motor sobreaqueça. 

Motor de Arranque

O motor de arranque é um dos elementos-chave do motor do carro. Trata-se de um pequeno motor elétrico com escovas internas, que se aciona quando o condutor põe a chave na ignição e que gira o eixo que faz disparar o motor de combustão. Fazem parte do circuito do motor de arranque o motor em si mesmo, a embraiagem, a caixa de velocidades e o dispositivo de arranque. Nem todos os motores de arranque funcionam de igual forma, tal como nem todos usam a mesma fonte de energia. Mas quando falham, todos provocam o mesmo resultado: o carro não arranca e não sai do sítio. 

Se o motor não pegar e não houver nenhum problema com a bobina, ignição ou falta de combustível, o mais provável é ter um problema no motor de arranque. Estas são as situações mais comuns:

  • o motor não pega de todo, ou pega mas não liga (sim, é possível);
  • chia quando tenta ligar o motor;
  • cheira a queimado;
  • nota fumo quando liga o motor;
  • ouve “cliques” ao dar à chave (que também pode ser um sinal de problemas na bateria). 

Há vários motivos que podem levar o motor de arranque a avariar. As escovas do motor de arranque podem estar gastas ou sujas, os rolamentos do eixo podem estar desgastados, os pinos ou as braçadeiras podem estar oxidados: tudo isto é relativamente comum. É recomendável consultar uma oficina para determinar a causa exata da avaria e, se necessário, substituir o motor de arranque.

Óleo da Caixa de Velocidades

Todas as caixas de velocidades precisam de manutenção, incluindo as caixas automáticas. A manutenção deve ser feita entre os 60 e os 80 mil quilómetros e deve englobar a troca do “óleo” – cujo nome técnico é fluído ATF – e a troca do filtro no caso das caixas automáticas. Se ouvir ruídos ou “estalidos” enquanto o carro está em ponto morto, provavelmente há uma avaria na caixa de velocidades. Não deixe atrasar! Consulte uma oficina especialista, pois assim pode evitar uma reparação ou uma avaria muito mais dispendiosa.

caixa de velocidades

Óleo do Motor

Quando ouvimos falar em “trocar o óleo” ou “mudar o óleo”, quase sempre diz respeito ao óleo do motor. Este óleo é na verdade um lubrificante para o motor do automóvel, que diminui a fricção entre as peças e aumenta a vida útil do motor. Além disso, também promove o arrefecimento do motor, mantém o motor limpo, promove a poupança de combustível e protege-o da corrosão.

óleo do motor

No entanto, o óleo começa a acumular partículas em suspensão, impurezas e sujidade, o que põe em causa a sua eficácia e eficiência. Para garantir que tudo funciona na perfeição, deve mudar o óleo e o filtro do óleo (os dois em conjunto) a cada 10.000 kms, 15.000 kms ou 20.000 kms consoante o tipo de óleo que tiver.

 

Tipos de Óleo de Motor

Os óleos do motor distinguem-se entre si pela sua viscosidade, pelo nível de desempenho e pela sua origem. Em relação a esta última, vejamos as 3 categorias principais: 

– óleos minerais – derivam do petróleo “cru”, que depois é refinado para ser utilizado como lubrificante. É o mais económico de todos os tipos de óleo, embora não seja apto para carros mais modernos. 

– óleos semi-sintéticos – combinam as características dos óleos minerais e dos óleos sintéticos. Não aguentam tanto tempo como os óleos sintéticos, mas também são mais acessíveis. A duração média de um óleo semi-sintético é de 15.000 kms.

– óleos sintéticos – são produzidos artificialmente e recomendáveis para automóveis atuais. São capazes de suportar um intervalo maior de temperaturas e têm uma vida útil extensa, estando aptos a suportar em pleno até 30.000 kms. 

 

Viscosidade do Óleo

Cada embalagem de óleo tem a sua própria designação com dois números separados por uma letra, o W – por exemplo, 5W30, 5W40, etc. Qual o seu significado?

  • O primeiro número indica a viscosidade do óleo em baixas temperaturas, quando o motor ainda está em repouso. 
  • O segundo número, depois do W, refere-se à viscosidade do óleo a 100ºC, quando o veículo já está em movimento. 

Quanto mais baixos forem ambos os números, significa que estamos perante um óleo sintético, com menos viscosidade. 

Os óleos menos viscosos chegam mais rápido e com mais facilidade às componentes do motor, o que reduz o atrito entre cada uma delas. Além disso, auxiliam a poupança de combustível e as emissões de gases poluentes. No entanto, um número mais alto (por exemplo, 40W) indica um melhor desempenho a altas temperaturas, o que pode ser preferível em climas quentes. 

 

Desempenho do Óleo

O desempenho reflete o rendimento mínimo do óleo e é estabelecido por 3 instituições internacionais: 

– SAE, desenvolvido pelos engenheiros de transporte da SAE Internacional. De acordo com esta classificação, os óleos podem dividir-se entre Inverno, Verão e apropriados para todas as estações.

– API, de acordo com o Instituto Americano do Petróleo. Dividem-se nos seguintes grupos: S (motores a gasolina), C e F (motores a diesel). As categorias de serviço SN, CK-4 e FA-4 cumprem os requisitos mais recentes.

– ACEA, da Associação dos Construtores Europeus de Automóveis. As classificações A/B são para motores a diesel e gasolina; C para motores novos e E para motores a diesel de veículos de carga.

Óleo Hidráulico

O óleo hidráulico, também conhecido como fluido hidráulico, é utilizado para lubrificar a caixa da direção. Há várias mudanças que pode detetar no óleo hidráulico e que indicam que precisa de mudar este tipo de óleo, nomeadamente: 

  • o líquido fica turvo;
  • o líquido muda de cor;
  • surge uma película na sua superfície;
  • surge uma mudança na viscosidade;
  • surge um cheiro a queimado durante a condução;
  • surge uma espuma no reservatório do óleo. 

Geralmente, recomendamos verificar a necessidade de reabastecimento do líquido hidráulico a cada 60 mil quilómetros. 

Tal como o óleo para o motor, o óleo hidráulico divide-se em diferentes classes. Podem ser óleos minerais, semi-sintéticos e sintéticos. Normalmente, a embalagem indica a seguinte classificação:

Classificação  Descrição Viscosidade  Pressão 
HL Contêm aditivos antioxidantes e anti-corrosivos < 80 < 100 bar
HPL Contêm aditivos antioxidantes, anti-corrosivos e que impedem o seu desgaste 80 - 100 > 100 bar
HVLP Contêm aditivos antioxidantes, anti-corrosivos e anti-fricção até 140 >100 bar

 

Painel do Radiador

O painel do radiador é uma moldura onde se montam o radiador com grelha, os faróis e os pára-choques. Não tem uma vida útil definida. Deve substituí-la se houver corrosão do painel, fendas, danos ou deformação (a maioria das vezes, devido a um acidente ou choque com um obstáculo).

Painel Lateral

O painel lateral é uma peça semicircular também conhecida como arco da roda. Tal como o painel do radiador, o objetivo é reforçar a carroçaria do carro. No entanto, pode danificar-se devido à corrosão, especialmente se estiver exposta a água e neve, ou a pequenos choques, nomeadamente ao estacionar. Para prolongar a vida útil desta peça, tente limpar assim que possível a geada, neve ou granizo se estas condições se verificarem.

Panela de Escape

A panela de escape é um silenciador, cuja função é limitar o ruído produzido pelo motor. As vantagens são uma condução mais sossegada e redução da poluição sonora. Embora isto possa parecer superficial à primeira leitura, acredite que não é. O motor de um carro tem entre 1.000 e 5.000 rotações por minuto e dão-se 2 a 4 explosões por cada rotação. No limite, isto significa que pode haver até 20.000 explosões por minuto.

Os componentes principais da panela de escape são uma caixa metálica e dois tubos, que vibram até que o som seja absorvido por componentes de borracha. É normal que os componentes se desgastem ao longo do tempo devido à sua utilização e às constantes alterações de temperatura, especialmente durante o Inverno. A reparação é difícil e deve ser feita por uma oficina especializada, pois é preciso desmontar toda a peça com cuidado e substituí-la na totalidade.

Pára-Choques

O pára-choques é uma peça destinada a “abater” ou “absorver” o efeito de um choque no carro. Normalmente, tem a forma de uma lâmina e está fixada tanto na dianteira como na traseira dos automóveis. Antigamente eram fabricados em aço, mas nas últimas décadas são fabricados na sua maioria em plásticos ultra-resistentes.

Passagem a Vau

O termo “passagem a vau” é muito utilizado em condução todo o terreno, mas não só. Refere-se a conduzir o automóvel em pisos submersos. Recomenda-se nunca parar o automóvel e manter a velocidade baixa, devendo ser efetuada com extremo cuidado.

Pastilhas de Travão

As pastilhas do travão são a peça que realmente faz com que o veículo pare quando põe o pé no travão, uma vez que exercem pressão no disco do travão. Deve verificar o estado das pastilhas do travão com regularidade porque se desgastam com relativa facilidade. É recomendável substituir as pastilhas a cada 30 ou 40 mil quilómetros – ou até mesmo antes, se a espessura das pastilhas tiver atingido o mínimo recomendado pelo fabricante. Também deve trocar as pastilhas sempre que muda os discos de travão ou sempre que o carro assinalar desgaste no painel.

Pedal do Acelerador

O pedal do acelerador é uma pequena peça que permite ajustar a posição da válvula do acelerador. Quanto mais força aplica no pedal, mais vai abrir a válvula do acelerador – e a velocidade do veículo aumenta. Não há uma vida útil pré-definida para o pedal do acelerador, devendo ser substituída na eventualidade de se partir. Para aumentar a longevidade do pedal, evite acelerações bruscas e acumular sujidade nos contactos.

Pinças de Travão

São uma componente do disco do travão. Consoante o sistema de travagem, as pinças do travão podem ser fixas ou flutuantes. Pode ler mais sobre os diferentes tipos de travagem aqui.

Pista Especial

Via de trânsito destinada apenas para certo tipo de veículos e devidamente sinalizada – por exemplo, as faixas para os autocarros, faixas para bicicletas ou vias apenas para peões.

Pistão

O pistão do motor move-se dentro do cilindro e é uma das principais peças do motor de combustão. Apesar de ser uma peça resistente, os fabricantes estimam que a vida útil desta peça é, em média, de 250 000 quilómetros. No entanto, o pistão pode desgastar-se mais depressa quando: 

  • entra poeira na câmara de combustão; 
  • o motor funciona continuamente a altas rotações por minuto; 
  • há sobreaquecimento do motor. 

De forma a preservar este componente, é conveniente mudar regularmente o óleo e o filtro de óleo e usar apenas o tipo de óleo com a norma correta indicada pelo fabricante.

Platô de Embraiagem

O platô de embraiagem, também conhecido como placa de pressão da embraiagem, faz parte do sistema de embraiagem. Especificamente, o platô une o disco da embraiagem ao volante e é accionado por um cabo atrás do pedal de embraiagem. Se houver falhas na placa de pressão, irá notar:

  • sons anormais;
  • aumento do consumo de combustível;
  • dificuldade em mudar a velocidade;
  • diminuição da energia de aceleração.

Caso surjam estes sintomas, procure a oficina mais perto de si.

Pneu

“Pneu” é uma abreviatura para “pneumático”, um objeto circular fabricado em borracha para diversos tipos de veículos. A maioria dos pneus são inflados com gases, embora também possa ser utilizada água em algumas máquinas agrícolas. Existem muitas dúvidas sobre quais os melhores pneus para o seu carro e como prolongar a vida útil dos mesmos.

Para saber quais são os pneus adequados para o seu carro, pode começar por avaliar os pneus que tem neste momento. Na parte lateral do pneu irá ver uma combinação com um formato semelhante a este: 205/55 R16 91V. Cada um destes números corresponde, respetivamente, à largura em milímetros, à altura relativamente à largura, ao diâmetro da jante, ao índice de carga e ao índice de velocidade. Depois, pode comparar preços no nosso simulador de pneus.

O desgaste é por norma maior nos pneus da dianteira. Para prolongar a vida útil dos pneus e equilibrar o desgaste, pode trocá-los de posição a cada 10.000 kms. Se só quiser trocar 2 pneus, coloque os novos no eixo traseiro e os velhos na dianteira, desde que estejam em bom estado (apesar de não ser o mais intuitivo, é o melhor para a estabilidade do carro e para a sua segurança, independentemente do tipo de tração) como desvendamos neste artigo em parceria com a Galp.

Ponteiras de Direção

As ponteiras de direção são uma componente da direção e da barra transversal. As ponteiras podem ficar folgadas com o tempo, devido às irregularidades do piso, à corrosão e aos danos mecânicos. A sua vida útil depende de muitos fatores, e pode variar entre os 40 e os 70 mil quilómetros. Quando as ponteiras estão muito folgadas, o carro e a direção ficam mais instáveis, provocando as seguintes consequências:

  • o automóvel pode desviar-se de um lado para o outro;
  • os pneus desgastam-se mais de forma prematura;
  • a direção fica mais lenta e pesada;
  • pode ouvir um certo ruído quando vira a direção.

Se nota alguma destas alterações, vá até uma oficina especializada. Para fazer uma avaliação, é preciso elevar o carro com o macaco ou elevador, aplicar força e verificar se a roda abana.

Radiador

Também conhecido como Radiador do Motor, a sua principal função é a refrigeração do motor. O objetivo é evitar que o motor sobreaqueça, pelo que manter o líquido de refrigeração à temperatura ideal é crucial para aumentar a vida útil do radiador e prevenir avarias no sistema de refrigeração do automóvel. Quando o radiador está partido ou danificado, os nossos mecânicos recomendam a sua substituição.

Se houver um problema no radiador ou no sistema de refrigeração do carro, pode notar os seguintes sinais:

  • sobreaquecimento do motor;
  • odor a anticongelante no habitáculo;
  • fumo ou vapor debaixo do capot; 
  • fuga do líquido de refrigeração; 
  • consumo excessivo de líquido de refrigeração.

Radiador de Óleo

A função do radiador de óleo é ajudar a distribuir o calor proveniente do motor e auxiliar na refrigeração do óleo lubrificante ou óleo do cárter – tanto em automóveis como em motociclos. O óleo quente que sai do motor circula por placas de refrigeração e por tubos, onde arrefece. Convém verificar a válvula de segurança e o estado do radiador a cada 2-3 anos (quando o sistema tem a manutenção correta, pode durar 10 anos ou mais).

A corrosão excessiva, a humidade, as temperaturas demasiado elevadas e o desgaste mecânico podem levar o radiador do óleo a falhar, e nesse caso irá notar:

  • vestígios ou fugas de óleo no radiador;
  • sobreaquecimento do motor;
  • o motor perde potência quando circula em regimes (rotações) mais elevados;
  • ao inspecionar o óleo do motor, é notória a menor viscosidade.

Rampa de Injeção

É também conhecida como Rampa do Combustível ou Rampa de Alimentação do Combustível ou Common Rail, nos carros a diesel. A sua função é injetar combustível a alta pressão para o motor.

Refletores Traseiros

Todos os automóveis devem ter obrigatoriamente refletores traseiros para assinalar a sua presença à noite. Os refletores indicam a presença do veículo através da reflexão da luz proveniente de outros veículos, o que o torna detetável mesmo que as luzes da retaguarda avariem.

Refrigerante

Qualquer substância usada para arrefecer o motor ou o óleo do motor, de forma a prevenir o seu sobreaquecimento. Ver líquido de refrigeração.

Regulador da Força de Travagem

O regulador da força de travagem controla a eficiência da travagem, seja em travões pneumáticos ou hidráulicos. Como ao travar há um desequilíbrio entre as partes traseira e dianteira do veículo, o regulador distribui as forças pelos dois eixos e mantém o balanço. A maioria dos carros modernos já vem equipada com reguladores eletrónicos. É muito raro detetar uma falha no regulador da força de travagem, pois os sinais são semelhantes aos de qualquer outra avaria no sistema de travagem. Se houver algum problema no regulador, o mecânico deverá detetar na revisão habitual dos travões.

Regulador de Pressão de Combustível

O regulador da pressão do combustível mantém a pressão certa na rampa do combustível durante as diversas intensidades de funcionamento do motor. Consiste essencialmente em duas componentes:

  • um diafragma, que está ligado à mola da válvula, de um lado, e à própria válvula, do outro;
  • uma válvula de retorno, que evita que o combustível regresse à tubagem principal.

 

A vida útil desta peça costuma rondar os 200.000 quilómetros, desde que use combustível de qualidade e troque o filtro do combustível na altura indicada. As falhas no regulador da pressão do combustível podem causar:

  • solavancos;
  • arranques mais atribulados;
  • acelerações mais lentas do que o habitual quando aumenta as rotações por minuto.

Se notar algum destes sinais, o seu carro deve ser revisto numa oficina. No caso de a avaria ser no regulador, este deve ser substituído. 

Relé

Um relé é um interruptor eletromecânico. Quando o interruptor é acionado, cria um campo magnético que “atrai” uma alavanca que, por sua vez, despoleta um determinado mecanismo. Nos automóveis, os relés são usados para controlo de faróis, limpa pára-brisas, lanternas, ventiladores (ex: relé do ar-condicionado), iluminação (ex.: relé de intermitência) e até no motor, para servir de alavanca para o pinhão de arranque, entre outras funções.

Relé da Bomba de Combustível

Este é o interruptor que liga a bomba de combustível. Com o uso prolongado, os contactos e mola de retorno podem danificar-se ou queimar. Além disso, se a bomba de combustível estiver entupida (por exemplo, por não ter trocado os filtros do combustível) ou se entrar sujidade no interior do relé, também vai acabar por provocar danos. Não é possível reparar esta peça, tendo que ser substituída em caso de falha.

Relé de Intermitência

O relé de intermitência, ou relé dos piscas (luzes de mudança de direção), assegura que estes emitem uma luz intermitente com determinada frequência. Se os piscas não apagam ou não acendem, possivelmente tem de substituir o relé de intermitência.

Relé do Intervalo do Limpa-Vidros

Tal como o próprio nome indica, este relé controla a frequência dos limpa pára-brisas.

Retentor da Cambota

A principal função do retentor da cambota é vedar o óleo. Mas, quando o motor aquece demasiado, a temperatura da cambota sobe e o retentor pode perder a capacidade de garantir a estanquicidade do óleo. Para prolongar a vida útil desta peça, deve evitar deixar o seu carro parado durante longos períodos de tempo, bem como colocá-lo a trabalhar periodicamente.

Roda Dentada

Também conhecida como engrenagem. Nos automóveis, é comum usarem-se rodas dentadas na cambota e na árvore de cames.

Rolamento da Embraiagem

O rolamento da embraiagem está ligado à placa de pressão de embraiagem. Se nota um ruído quando pisa no pedal da embraiagem, provavelmente precisa de lubrificar o rolamento ou de substituí-lo. Outros sinais de alarme podem ser os “solavancos” enquanto conduz ou o cheiro a queimado. A melhor forma de aumentar a vida útil do rolamento da embraiagem é evitar arranques e travagens abruptas.

Rolamento da Roda

O rolamento da roda é o elemento central do chassi (a estrutura que suporta o carro). O rolamento da roda dianteira desgasta-se tendencialmente mais rápido, por isso é importante prestar atenção aos seguintes “sintomas”:

  • “zuada” ao virar e ao conduzir em linha reta;
  • vibração na direção; 
  • o carro “balança” quando trava ou nas curvas; 
  • desgaste prematuro e excessivo dos pneus.

Rotor do Distribuidor

O rotor do distribuidor é uma componente fundamental do motor. Quando o rotor roda, distribui a tensão pelas velas de ignição de cada cilindro, que depois fazem girar os pistões e o motor. As tensões dentro do rotor podem atingir os 30.000 volts, o que significa que esta componente está sempre sujeita a um desgaste elevado. 

Além do desgaste, o rotor também se pode avariar devido à exposição prolongada a altas temperaturas, a falhas no circuito elétrico ou a uma mudança brusca na voltagem do sistema. Por vezes, as falhas são detetáveis logo que observamos a peça. Os problemas no rotor podem provocar:

  • paragem súbita do motor;
  • interrupções na função do motor;
  • “sacudidelas” enquanto conduz;
  • oscilações do motor;
  • arranques difíceis.

 

Rótula de Suspensão

A rótula de suspensão é uma peça que se pode desgastar com relativa facilidade e há vários sinais a que deve estar atento. O principal é um ruído "seco" que só se ouve ao fazer curvas a baixa velocidade (e que desaparece em altas velocidades). Mas também deve prestar atenção aos seguintes aspetos:

  • o carro desvia-se do percurso;
  • precisa de muita força para virar o volante; 
  • ao virar o volante, ouve um “ranger”;
  • o ruído tem sempre origem no eixo dianteiro. 

Semirreboque

Semirreboque (ou semi-reboque na grafia anterior) é um tipo de atrelado sem tração própria usado para transportar cargas através de um camião ou trator.

Sensor da Cambota & Sensor de Posição da Árvore de Cames

O sensor da cambota e o sensor de posição da árvore de cames determinam a velocidade e a posição do motor, respetivamente. Ambos funcionam em conjunto para regular a ignição e o fornecimento de combustível – se um deles falha, o motor não arranca.

Sensor de ABS

O sensor de ABS monitoriza a rotação de cada roda, comparando-a com a velocidade do carro. Posteriormente, passa essa informação à unidade de controlo de ABS. Estes sensores podem ser colocados no eixo dianteiro, no eixo traseiro ou nos dois.

Sensor de Ãngulo da Direção

O sensor do ângulo da direção / rotação determina o ângulo de rotação do volante.

Sensor de Combustível/ Sensor do Nível de Combustível

O sensor de combustível mede a quantidade de combustível disponível no depósito – e é essa informação que depois aparece no painel. É possível que tenha de substituir este sensor se ocorrer uma das seguintes situações:

  • a agulha indicadora do nível de combustível está no zero;
  • o valor indicado varia abruptamente durante a condução;
  • o valor indicado depois de abastecer é incorreto.

Sensor de Desgaste da Pastilha do Travão

As pastilhas dos travões desgastam-se com facilidade e exigem uma manutenção cuidada. Para evitar falhas de segurança, alguns veículos mais recentes avisam o condutor sobre a necessidade de verificar e substituir as pastilhas através deste sensor.

Sensor de Posição da Borboleta

O sensor da posição da borboleta, também conhecido pela sigla inglesa TPS (Throttle Position Sensor), recolhe informação sobre a posição da borboleta do acelerador. Quando a válvula do acelerador é ativada, o sensor começa a funcionar. As informações sobre a aceleração ou desaceleração do veículo ajudam a calcular a quantidade necessária de combustível. Por isso, se nota uma velocidade irregular ao pressionar no acelerador, é provável que haja um problema no sensor.

Sensor de Pressão de Sobrealimentação

O sensor de pressão de sobrealimentação, também chamado sensor de aumento de pressão, controla a intensidade do turbo. Este sensor não tem uma vida útil pré-definida, mas pode avariar como resultado da contaminação e da oxidação de contactos no motor.

Sensor de Pressão do Óleo

O sensor de pressão do óleo mede a pressão no lubrificante (óleo) do motor. A intenção é proteger o motor, já que uma pressão inadequada causa danos no equipamento: 

  • a pressão demasiado alta pode fazer explodir os retentores
  • a pressão demasiado baixa deixa partes do motor sem a lubrificação necessária.

 

Sensor de Temperatura do Líquido de Refrigeração

O sensor de temperatura do líquido de refrigeração é essencial para medir a temperatura do motor. Ao saber a temperatura do motor (que geralmente aparece no painel do veículo), pode evitar o sobreaquecimento e o surgimento de problemas.

Sensor de Temperatura do Óleo

Além da temperatura do líquido de refrigeração, é importante medir também a temperatura do óleo do motor. No caso de no quadrante aparecer algum sinal de aviso de aumento de temperatura, pare a viatura e chame a assistência. Devido à sua importância, este sensor deve ser verificado a cada 50.000 quilómetros.

Sensor de Velocidade

O sensor de velocidade (também apelidado VSS, do Inglês Vehicle Speed Sensor) produz uma onda cuja frequência varia consoante a velocidade do veículo. Assim, quando a velocidade aumenta, a frequência dos sinais aumenta; quando reduz, a frequência dos sinais baixa. Finalmente, estas variações fazem subir ou descer o velocímetro, que converte essa informação para km/h no painel. 

O sensor envia um sinal digital à unidade de comando por um gerador de impulsos geralmente instalado no eixo de saída da transmissão ou no eixo do velocímetro. O sensor vai assim informar com precisão a velocidade do veículo. 

Nos carros mais recentes, o sensor de velocidade já está ligado ao sistema de controlo central e é com base nesta informação que o painel vai sugerindo diferentes mudanças. Está ainda ligado ao sistema elétrico de cut off, cuja principal função é economizar combustível e, consequentemente, reduzir as emissões de CO2.

Sensores de Estacionamento

Os sensores de estacionamento são um dispositivo de segurança instalado em praticamente todos os veículos novos e passíveis de serem colocados em veículos menos recentes. Na maioria dos veículos com sensores de estacionamento, os sensores estão instalados no pára-choques. Quando o sensor deteta um obstáculo, mede a sua distância até ao carro e dá um sinal sonoro ao condutor quando se aproxima demasiado. O objetivo é evitar colisões com outros automóveis ou obstáculos enquanto estaciona o carro. 

Servofreio

O servofreio (ou freio a vácuo) é um componente do sistema de travagem cuja função é reduzir o esforço necessário para carregar no pedal e travar. Graças a esta peça, o condutor não precisa de fazer uma força excessiva para conseguir uma travagem eficaz e rápida. Se notar que tem de fazer mais esforço para conseguir travar, talvez haja um problema no servofreio.

Em caso de suspeita de problemas com o servofreio, pode fazer um teste de despiste rápido. Primeiro, pressione o pedal do travão com o motor desligado até que haja resistência. Depois, ligue o motor e volte a fazer a mesma coisa. Se o servofreio estiver em bom estado, o pedal afunda ligeiramente. Porém, se notar a mesma resistência com o motor ligado, há uma falha e deve consultar uma oficina especializada.

Silenciador Central

O silenciador central é uma componente do sistema de escape. Pelo nome, facilmente deduzimos que uma das suas funções é reduzir o nível de ruído produzido pelo motor. Ao entrar no ressonador do silenciador, os gases passam por espelhos acústicos, forma-se um fluxo de ar e as ondas sonoras perdem parte da sua energia. 

Ao mesmo tempo, o silenciador também influencia a potência do motor. Quando os gases entram no silenciador, são refletidos a partir dos cilindros e, pouco a pouco, a velocidade dos gases desacelera. No entanto, as temperaturas elevadas dos gases podem danificar o silenciador. Alguns sinais de falha são: 

  • cheira a gases de escape no habitáculo; 
  • nota uma vibração forte na rotação do motor;
  • aumento na temperatura do motor; 
  • redução do desempenho geral do motor. 

Se detetar alguns destes sinais, leve o seu carro a uma oficina auto para reparar o silenciador central.

Sinoblocos

O nome sinoblocos é a versão portuguesa de silent blocks. Tal como o nome sugere, são peças pensadas para tornar o carro mais silencioso. Os sinoblocos absorvem as vibrações e os impactos dentro da suspensão do automóvel (onde se encontram os amortecedores e as barras estabilizadoras) com uma borracha. Além disso, os sinoblocos unem o chassis à suspensão para ajudar o movimento da carroçaria. 

Contudo, as borrachas podem endurecer, gretar ou deteriorar-se com o tempo – especialmente se conduzir a alta velocidade ao passar por buracos ou lombas na estrada. Isto compromete muito a eficácia dos sinoblocos, o que faz o carro “guinchar”, num som semelhante a um colchão velho. A parte central dos sinoblocos também se pode partir, o que vai comprometer a suspensão e a transmissão. O carro vai-se tornar mais instável e inseguro e os pneus vão-se desgastar mais rapidamente e de forma não uniforme. 

Sonda Lambda

A sonda lambda é um sensor de oxigénio usado para detetar a presença de oxigénio nos gases de escape. Quando estamos perante amostras que funcionam a combustão, e não é possível haver combustão sem oxigénio, a sonda lambda garante que há um equilíbrio ideal entre o combustível (seja gasolina ou diesel) e o oxigénio. 

SRS (Sistema de Retenção Complementar)

O SRS (Sistema de Retenção Complementar) refere-se a tecnologias de segurança, tais como os airbags e os pré-tensores dos cintos de segurança mais modernos, que visam proteger os passageiros em caso de impacto. 

Suspensão da Direção

O sistema de suspensão é fundamental para a segurança do carro. A expressão “suspensão da direção” abrange diversos elementos que fazem a ligação entre os pneus e o eixo dos pneus com as partes da direção que não estão em contacto com o solo. As falhas na suspensão são perigosas, pois podem levar a que o carro tenha um comportamento errático, podendo mesmo levar a um acidente.

Segundo o Circula Seguro, cerca de 10% das reprovações na Inspeção Periódica Obrigatória devem-se ao mau estado da suspensão. É importante perceber que o sistema de suspensão é constituído sobretudo por molas e amortecedores, que se desgastam com relativa facilidade. As irregularidades do piso (por exemplo, estradas esburacadas) e o desgaste mecânico vão degradando a suspensão pouco a pouco. 

Como os sinais de desgaste podem não ser óbvios para o condutor, a única forma de garantir que está tudo bem é levar o seu carro sempre a uma oficina credenciada que lhe garante um check-up auto completo.

Suspensão de Duplos Braços Sobrepostos

A suspensão de duplos braços sobrepostos tem como objetivo tornar o carro mais manobrável e fiável:

  • por um lado, ajuda a que o movimento das rodas seja mais preciso;
  • por outro, evita que o carro se desvie durante travagens e curvas.

 

Tensor da Correia de Distribuição

A função do tensor da correia é puxar a correia de distribuição. Para que a correia de distribuição funcione corretamente, a tensão precisa de estar definida de acordo com as especificações do fabricante. Recorra sempre a uma oficina especializada para qualquer intervenção no tensor. As falhas no tensor da correia ou os erros a definir a tensão aquando da sua montagem podem provocar:

  • folgas na correia de distribuição;
  • movimentos e deslizamento da correia; 
  • inclinação no eixo da correia e desgaste desigual; 
  • oscilações no motor;
  • paragem do carro. 

O tensor da correia faz parte do kit de distribuição e é substituído normalmente em conjunto com a correia de distribuição.

Tensor da Corrente de Distribuição

Tal como o tensor da correia de distribuição, o tensor da corrente de distribuição garante que a corrente (uma alternativa à correia de distribuição, mais dispendiosa mas com maior durabilidade) tem a tensão indicada. A vida útil de um tensor de corrente varia entre 200.000 - 250.000 kms e é aconselhável que seja trocado por uma oficina especializada.

Termóstato

O termóstato mede a temperatura do sistema de refrigeração do automóvel e, geralmente, é fixado no bloco do motor. Quando o termóstato atinge uma determinada temperatura (normalmente, 75ºC), a válvula termostática abre-se, o refrigerante começa a circular e a capacidade de refrigeração do motor aumenta. Muitas vezes, as falhas no termóstato estão relacionadas com falhas na válvula. Se nota sobreaquecimento do motor, aumento do consumo de combustível ou perda de potência, deve suspeitar de problemas com o sistema de refrigeração e levar o seu carro a uma oficina especializada para realizar o correto diagnóstico.

Transmissão

O sistema de transmissão do carro serve para transmitir a potência do motor até às rodas. Ou seja, faz com que as rodas funcionem a um determinado número de rotações por minuto, consoante a velocidade do motor. Nem todos os automóveis têm o mesmo tipo de transmissão – há diferentes tipos de transmissão, consoante a posição do motor e o eixo motriz. Estes são os tipos de transmissão que pode encontrar:

  • motor e eixo motriz dianteiro: na maioria dos automóveis, o motor está na frente do carro, assim como o eixo motriz. Este sistema é pequeno e mais económico do que os restantes. 
  • motor e eixo motriz traseiro: o motor e o eixo motriz estão ambos na parte traseira do carro. É um sistema mais comum em carros desportivos. 
  • motor dianteiro e eixo motriz traseiro: nesta configuração, o motor fica na parte da frente do carro enquanto o eixo motriz está na parte traseira, o que obriga a transmissão a atravessar todo o carro. Marcas como a BMW e a Mercedes, usam este tipo de sistema em muitos dos seus modelos. 
  • motor central e tração traseira: esta configuração é usada apenas em carros puramente desportivos, de forma a distribuir melhor o peso. 
  • tração integral: a tração integral distribui a potência pelos eixos dianteiro e traseiro, o que dá ao condutor maior controlo do automóvel, mesmo em pisos escorregadios. É um sistema muito utilizado em carros todo-o-terreno e agora também disponível em vários veículos de gama média/alta. 

Podemos ainda fazer distinção entre a transmissão manual e a transmissão automática, consoante o tipo de caixa de velocidades do veículo: 

  • transmissão manual: as caixas manuais são muito comuns no parque automóvel português. O condutor tem de controlar 3 pedais e escolher a mudança adequada para cada momento. A manutenção da transmissão manual é geralmente mais simples e menos dispendiosa.
  • transmissão automática: com base na velocidade a que circula, a configuração automática decide qual é a melhor mudança para o que estamos a pedir ao veículo. Não existe pedal de embraiagem em viaturas com caixa de velocidades automática. A transmissão automática já vem praticamente de origem em todos os carros novos de gamas médias/altas e o seu conforto e performances têm correspondido às exigências dos condutores.

Travão

Os travões são uma das peças mais importantes para conduzir em segurança. Por isso mesmo, a manutenção dos travões deve ser feita logo aos 20.000 kms e o check-up das pastilhas  dos travões é recomendado a cada 30.000 ou 40.000 kms. No entanto, deve substituir qualquer das componentes dos travões assim que, por desgaste, estes necessitem dessa mesma substituição.

Podemos encontrar viaturas com travões de disco/pastilha, tambor/maxila ou a combinação dos dois. Apesar do sistema de tambor/maxila ser mais antigo, ainda hoje é utilizado em muitos carros novos.

Tubo de Escape

A função principal do tubo de escape é expelir os gases de escape para o exterior. No entanto, o tubo de escape também contribui para reduzir o barulho produzido pelo motor. Por vezes, os tubos de escape apresentam marcas de corrosão, deformações, fissuras e sinais de destruição. Nesses casos, irá notar mais ruído quando o motor está em funcionamento e, ocasionalmente, cheiro a queimado.

Tubos de Travão

Os tubos do travão servem para transmitir a força do pedal de travão para o cilindro. Os tubos de travão não têm uma vida útil predefinida, devendo ser substituídos quando há falhas ou danos notórios (corrosão, desgaste, deformações, cortes).

Fique atento a sinais de falha no sistema de travagem, nomeadamente ao aumento na distância de travagem. Se os tubos estiverem severamente comprometidos, o fluido (líquido dos travões) vai começar a verter e a luz de aviso no painel irá acender. Nesse caso, imobilize a viatura e chame a assistência.

Turbocompressor

O turbocompressor é uma peça que aumenta a quantidade de ar e de combustível que o motor pode queimar, o que aumenta a sua potência. Os turbocompressores podem ser utilizados tanto nos motores a diesel como nos motores a gasolina, embora sejam mais comuns nos primeiros. 

O turbocompressor usa energia cinética e energia térmica dos gases de escape. Isto aciona o compressor localizado na admissão do motor (a zona onde se recolhem e distribuem os gases do motor), que a determinada altura atinge uma rotação e carga tão altas que começa a gerar pressão positiva. Ou seja, o motor “deixa entrar” uma massa de ar maior, o que adiciona calor ao ar, aumenta a entropia e resulta num desempenho muito maior do que o normal.  

Em carros com um turbocompressor, estes são os sinais de uma potencial falha deste componente: 

  • perda de potência; 
  • ruído excessivo; 
  • paragens durante a aceleração; 
  • aumento do consumo de óleo; 
  • gases de escape com tom azul ou preto. 

Unidade de Alimentação de Combustível

A unidade de alimentação de combustível é responsável por introduzir o combustível no motor, misturando-o com o ar na proporção certa. A unidade de alimentação de combustível varia ligeiramente de veículo para veículo, mas as principais diferenças são entre os sistemas de alimentação de combustível:

  • Gasolina: a alimentação é feita através de um carburador ou injetores de gasolina;
  • Diesel: usam-se injeções de alta pressão que dirigem o gasóleo diretamente para o motor ou para uma antecâmara.

Unidade de Bobinas de Ignição

A unidade de bobinas de ignição faz parte do sistema de ignição. Depois de obtida a mistura perfeita entre o combustível e o ar, é necessário um mecanismo para fazer a ignição da mistura. É aqui que entram as bobinas de ignição, que convertem corrente de baixa tensão em tensão alta. Esta tensão alta é o que alimenta as velas de ignição, que são as verdadeiras responsáveis pela ignição da mistura. Finalmente, a mistura começa a circular pelos cilindros, o que faz o motor rodar. A vida útil de cada bobina é, em média, de 60.000-80.000 kms, sendo que devem ser revistas a cada 30.000 kms.

Unidade de Comando ABS

A unidade de ABS, ou unidade hidráulica de ABS, controla o sistema de travagem ABS (sistema de anti-bloqueio dos travões). Obrigatório na União Europeia desde 2004, a sua importância é vital, já que este mecanismo impede o bloqueio dos pneus durante uma travagem. Na prática, isso permite-nos reduzir a distância de travagem e o condutor mantém sempre o controle sobre a direção.

Unidade de Comando do Motor

A unidade de comando do motor (ou unidade de controlo do motor) recebe e processa os dados dos vários sensores do veículo. Esta informação é usada para determinar corretamente a quantidade de combustível que é preciso injetar no motor para corresponder às ordens do condutor. A quantidade de combustível é doseada consoante o tempo de abertura das válvulas de injeção.

Unidade de Controlo de Transmissão Automática

Nos carros com transmissão automática, a unidade de controlo de transmissão automática (TCU) é a responsável por determinar a mudança adequada para cada momento da viagem. Este dispositivo faz os cálculos com base na informação recolhida pelos sensores do automóvel, nomeadamente o sensor de velocidade do veículo, o sensor de velocidade da roda e a posição do acelerador. Depois, é ativada a opção que oferece melhor desempenho e mais economia de combustível. Esta unidade pondera vários fatores muito mais rapidamente do que um condutor humano.

Unidade de Injeção

A unidade central de injeção, também conhecida pelo nome “corpo de borboleta”, alimenta os cilindros do motor. Fazem parte da unidade de injeção a válvula de injeção, o regulador de pressão, a borboleta, o atuador de borboleta e os sensores para a temperatura do ar. 

Válvula de Admissão

A válvula de admissão é a peça que permite a entrada de gases nos cilindros de motor (a saída de gases é assegurada pela válvula de escape). 

A válvula é constituída por uma cabeça em forma de disco, que se fixa a uma haste cilíndrica. Por sua vez, a haste desliza dentro da guia de metal (de aço ou titânio) e reduz a fricção. Assim, a haste pressiona a árvore de cames e provoca a abertura da válvula, o que permite a entrada de gases do motor. Quando a pressão mecânica sobre o came termina, uma mola faz com que a válvula se feche. 

Um grande número de válvulas de admissão e de escape faz com que os cilindros se encham com mais facilidade e que a mistura entre o combustível e os gases seja otimizada. Como consequência, o motor fica com mais binário. Por vezes, os motores são identificados pelo número total de válvulas – por exemplo, um motor de quatro cilindros com quatro válvulas por cilindro seria um 16V. No caso de ser um número ímpar, há sempre mais válvulas de admissão do que válvulas de escape. 

Quando a válvula de admissão falha, poderá notar que o motor funciona mal a baixas rotações, apresenta batimentos e outros sons estranhos, falhas na ignição ou um aumento do consumo de óleo e de combustível. As falhas podem dever-se maioritariamente ao desgaste ou ao sobreaquecimento.

Válvula de Ar Secundário

Nos motores a gasolina, a maioria das substâncias poluentes (como o monóxido de carbono e os hidrocarbonetos) forma-se após o arranque a frio e antes da regulação lambda. A função da válvula de ar secundário é reduzir estas substâncias na fase de arranque.

Válvula de Controle de Marcha Lenta

A válvula de controle de marcha lenta é um dos grandes responsáveis pelo controlo da velocidade ao ralenti, em que o motor funciona a poucas rotações por minuto. Por outras palavras, evita que o motor vá abaixo mesmo quando o condutor não está a carregar no acelerador. Ocasionalmente, esta válvula também é denominada “controlador de velocidade ao ralenti” ou “válvula de regulação do ralenti”.

Válvula de Escape

A válvula de escape funciona de forma semelhante à válvula de admissão, mas a sua função é permitir a saída de gases do motor (e não a entrada). Além disso, na válvula de escape também se atingem temperaturas muito superiores: a temperatura pode chegar aos 750ºC na cabeça da válvula e 400ºC na haste. Devido à exposição a temperaturas elevadas, algumas válvulas de escape são fabricadas com sódio – como o sódio funde a 100ºC, o movimento permite que o calor se dissipe mais rápido e evita o desgaste prematuro.

Válvula de Expansão (do Ar Condicionado)

A válvula de expansão é um componente do ar condicionado que controla a quantidade de líquido refrigerante libertado para o evaporador. A válvula pode danificar-se se usar refrigerante do tipo errado. Pode ainda romper-se se o filtro entupir ou se houver demasiada humidade no sistema de ar condicionado. Falhas ligeiras podem resolver-se com uma simples limpeza, mas na maioria dos casos os danos são tão extensos que a válvula tem de ser substituída.

Válvula de Ventilação

A válvula de ventilação permite a entrada de ar no depósito de combustível, para compensar o vácuo que se gera à medida que consumimos o combustível. A válvula pode encravar e ficar presa, e nesse caso pode notar um barulho diferente ao abrir a tampa do combustível ou cheiro a combustível no habitáculo.

Válvula EGR / Recirculação de Ar

Em Inglês, a sigla EGR significa Exhaust Gas Recirculation, ou recirculação dos gases de escape. A recirculação dos gases de escape foi um mudança introduzida nos anos 70, de forma a reduzir as emissões de óxido de nitrogénio. Os estudos indicam que a recirculação de uma parte (20 a 30%) dos gases de escape nos cilindros permite reduzir a pressão do motor, o que reduz a temperatura da câmara de combustão e limita a formação de óxidos de nitrogénio. 

É importante que a percentagem de gases de escape em circulação não supere esses números, pois são gases pobres em oxigénio (essencial à combustão no motor) e que sujam o coletor de admissão, o que pode prejudicar esta peça. Por isso, a válvula EGR (ou válvula de recirculação do ar) assegura o controlo desse fluxo de gases complementares. 

A válvula EGR abre ao máximo quando o carro segue em marcha lenta e fecha quando pressiona no acelerador. Atualmente, as válvulas EGR que mais usamos são de controlo eletrónico e linear. Não têm uma vida útil definida. Em caso de funcionamento deficitário, podem ser limpas. Em casos mais graves, têm mesmo de ser substituídas. Estas operações têm de ser feitas numa oficina especializada.

Vareta do Óleo

A vareta do óleo (ou vareta de medição do óleo) é usada precisamente para medir o nível de óleo no cárter. Deve verificar o nível do óleo com o motor a frio e a cada 3.000 kms. Se tiver pouco óleo, deve procurar o óleo indicado para trocar. Leia aqui mais sobre os tipos de óleo e o que fazer se deitar óleo em excesso.

Veio de Transmissão

O veio de transmissão “transmite” o movimento rotativo da caixa de velocidades até ao diferencial. Nos veículos com transmissão dianteira, o veio está diretamente em contacto com o diferencial do eixo. Quando a transmissão é traseira, o veio atravessa todo o automóvel.

Vela de Ignição

A vela de ignição é uma peça que se encaixa no cilindro do motor e inflama a mistura de ar e combustível com uma faísca. Recebendo da bobina de ignição, através de cabos de vela, uma corrente aproximada de 60 mA e uma tensão próxima de 40.000 volts, a corrente é conduzida através do elétrodo principal até à sua extremidade, onde devido à tensão, vence a rigidez do ar, provocando uma centelha entre os elétrodos.

Vela de Incandescência

A vela de incandescência é uma peça que só existe nos motores a diesel. O funcionamento é muito semelhante às velas de ignição mas, em vez de gerarem uma faísca, aquecem.

Ventilação Positiva do Cárter

Tal como o nome indica, o sistema de ventilação positiva do cárter (ou válvula de ventilação do cárter) regula a ventilação do cárter – o reservatório de óleo e de líquidos de refrigeração do motor. 

Para verificar se o sistema de ventilação do cárter está a funcionar, pode ligar um medidor de pressão à entrada do filtro do óleo com um adaptador. Aqueça o motor durante alguns minutos antes de iniciar o teste – a pressão deve estar entre 500 e 1500 Pa a 700-800 rotações por minuto; e a 100-500 Pa a 2200-3500 rotações. Se a pressão não cair quando aumenta as rotações, é sinal que a válvula está a falhar. 

Outros sinais de falha na ventilação do cárter podem ser: 

  • mau funcionamento em marcha lenta;
  • mudança de cor nos gases de escape;
  • perda de potência do motor;
  • consumo de óleo exagerado.

Ventilador de Habitáculo

O ventilador do habitáculo é a ventoinha que assegura o fluxo de ar para todo o interior do veículo. É composto por uma ventoinha, um motor de acionamento e um dispositivo de controlo da potência. 

Quando o aquecedor não liga ou não funciona corretamente, o mais provável é que tenha havido um curto-circuito no ventilador ou oxidação dos contactos. Nesses casos, precisa de substituir o ventilador.

Ventoinha de Radiador

A ventoinha do radiador é uma peça-chave no sistema de refrigeração do automóvel. É ela que arrefece o radiador – o que, por sua vez, impede que o motor sobreaqueça. Quando é necessário (por exemplo, quando o carro está parado no trânsito), a ventoinha acelera a passagem do ar pelo radiador, o que faz com que a troca de calor seja mais rápida. Se a ventoinha do radiador tiver algum problema, pode pôr o motor em risco. 

Para detetar se a ventoinha tem algum problema, começamos por fazer uma revisão visual e auditiva. Nos carros novos, a ventoinha é quase sempre muito silenciosa – e os ruídos são um sinal de alarme. Por outro lado, é preciso verificar se há algum fusível queimado e se os fios de alimentação da ventoinha estão intactos. Quando essa inspeção não é suficiente, medimos a corrente que passa nos fios de alimentação. Finalmente, despistamos eventuais anomalias no sensor de temperatura e verificamos o nível do líquido de arrefecimento para afastar outras falhas que podem levar ao mau funcionamento da ventoinha.

Volante

O volante é a peça que permite ao condutor dirigir o automóvel. Consiste num aro circular, cuja rotação se converte em movimentos concertados com as rodas. O volante não tem uma vida útil definida e em muitos casos nunca será necessário trocá-lo.

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